Li Jinzao trocou impressões com polícia turística de Macau
Li Jinzao trocou impressões com polícia turística de Macau

O líder da Administração de Turismo do Governo Central admitiu ontem que o desenvolvimento turístico do Interior da China está atrasado. Em contrapartida, elogiou o modelo adoptado em Macau que, segundo defendeu, poderá servir de bom exemplo para outras regiões turísticas da China Continental

 

Viviana Chan

 

O director da Administração Nacional do Turismo da China destacou ontem Macau como uma cidade que “serve de exemplo para toda a China” no panorama turístico. Num seminário sobre turismo global, Li Jinzao indicou que o desenvolvimento turístico não deve continuar a seguir os modelos antigos onde o foco é dado aos monumentos e outras instalações turísticas. Para desenvolver o turismo integrado, deve-se encaminhar os turistas para outros locais da cidade que não apenas os pontos mais conhecidos.

Na sua intervenção, Li Jinzao mencionou que o turismo de Macau, além de atrair os visitantes a conhecer as Ruínas de São Paulo, também proporciona actividades que permitem vivenciar a cultura do território.

Li Jinzao sugeriu aos vários representantes do turismo das províncias do Continente, presentes no seminário, para “aprenderem” com Macau e “reformularem o sector”.

O mesmo responsável reconheceu ainda que o sector turístico da China está “atrasado”. “O desenvolvimento do sector foca-se muito nos pontos turísticos que têm mais de 30 anos”, criticou Li Jinzao, ao sustentar que este mecanismo e modelo já “não conseguem acompanhar as necessidades do mercado”.

Assegurando que as autoridades chinesas atribuem muita importância à fiscalização nos pontos turísticos, Li Jinzao ressalvou que, de facto, a maioria das disputas turísticas acontecem fora do âmbito da fiscalização das autoridades.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, o director do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Ip Peng Kin, apontou, por sua vez, que Macau “sempre desenvolveu o seu turismo como um destino aberto”.

Ao mesmo tempo, Ip Peng Kin revelou que o relatório do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau está a ser finalizado e deverá ser apresentado este ano. O objectivo, vincou, “é elevar a qualidade dos produtos turísticos de Macau e prolongar a permanência dos turistas”.

A directora da Direcção dos Serviços de Turismo aproveitou a ocasião para sublinhar que o Plano estipula quatro grandes objectivos com vista à transformação da cidade num Centro Mundial de Turismo e Lazer, tendo sempre em vista o desenvolvimento do conceito do turismo integrado.

Durante o seminário, que contou com mais de 100 representantes locais, de Hong Kong e 11 províncias chinesas, os participantes também discutiram o funcionamento da polícia turística, cuja actividade foi recentemente oficializada. Sobre esta matéria, Li Jinzao disse que uma força policial da mesma natureza também foi criada em Sanya, na Província Hainan, em 2015. Nesse sentido, sugeriu, “Macau pode partilhar a sua experiência com Hainan”.

Ip Peng Kin congratulou os agentes da polícia turística por considerar que irão contribuir para melhor controlar o fluxo de movimentos e manter a ordem pública.