A taxa de confiança dos consumidores está a crescer em Macau, sobretudo em parâmetros como a compra de casa, investimento na bolsa e emprego, indica o inquérito trimestral da Universidade de Ciência e Tecnologia. Apenas o nível de confiança nos preços do consumo apresenta uma tendência de quebra

 

O índice geral de confiança dos consumidores aumentou 3,14% no terceiro trimestre, em comparação com os três meses anteriores, situando-se nos 87.98 pontos. No total das seis áreas abrangidas pelo inquérito, cinco registaram aumentos.

Os residentes mostraram-se optimistas com a economia local, que obteve 108.65 pontos, mais 6,24% face ao trimestre anterior. O Instituto de Estudos de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM) concluiu que os residentes têm boas expectativas quanto ao desenvolvimento económico devido aos resultados positivos das receitas de jogo e do Produto Interno Bruto.

Na categoria do emprego, o aumento foi 3,17% para 108.87 pontos numa escala de 0 a 200 pontos, tendo recebido a nota mais alta de todos os sub-índices de confiança dos consumidores.

Os participantes avaliaram o nível da vida com 98.31 pontos, categoria que apresentou um aumento ligeiro de 1,33%. Segundo os promotores do estudo, este resultado mostra que a inflação não está a afectar tanto a confiança das pessoas, situação que era recorrente nos documentos anteriores.

Por outro lado, entre Julho e Setembro, notou-se um alívio na pressão para compra de habitação – embora a nota deste sub-índice continue a ser muito baixa, na ordem dos 53.93 pontos, subiu 5,43% em relação ao segundo trimestre. O Instituto de Estudos de Desenvolvimento Sustentável considera que os consumidores estão menos pessimistas em relação à aquisição de imóvel. Citando dados estatísticos do Governo, os promotores do estudo afirmaram que o preço de habitação por metro quadrado aumentou 14,8% no segundo trimestre.

Devido à subida das Bolsas de Hong Kong, os consumidores mostraram mais vontade em investir no mercado de capitais, com o sub-índice associado a esta área a subir 6,6% para 87.02 pontos.

Por sua vez, a confiança associada aos preços de consumo caiu 4,22% para 71.09 pontos.

O inquérito decorreu entre 21 e 30 de Setembro deste ano, tendo sido recolhidas 1.076 opiniões de residentes com idade superior a 18 anos.

 

V.C.