O Gabinete de Estudo das Políticas recolheu no espaço de duas semanas mais de 1.200 opiniões relativas ao mecanismo de resposta a grandes catástrofes. A maioria está relacionada com o mecanismo de alerta nas situações de crise, a organização das operações de protecção civil e divulgação de notícias

 

Entre os dias 28 de Agosto e 11 de Setembro, o Gabinete de Estudo das Políticas do Governo da RAEM recolheu um total de 1.264 opiniões e sugestões relacionadas com o mecanismo de resposta a catástrofes. Para o organismo, “a participação da sociedade revelou-se muito activa e zelosa”.

As mais de 1.000 opiniões estão relacionadas com áreas como o mecanismo de alerta nas situações de catástrofe, a organização de operações de protecção civil, a divulgação de notícias, construção e administração da cidade, bem como a partilha de experiências de outras regiões.

O Gabinete irá agora organizar as opiniões recebidas para encaminhá-las para a “Comissão para a Revisão do Mecanismo de Resposta a Grandes Catástrofes e o seu Acompanhamento e Aperfeiçoamento”, organismo criado recentemente e presidido pelo Chefe do Executivo. A Comissão tem como objectivo “avaliar eficientemente o mecanismo actual de resposta às crises futuras, servindo de referência para o plano global de resposta eficaz à gestão de crises”.

O organismo presidido por Chui Sai On reuniu-se pela primeira vez na passada quinta-feira, quando foram divulgadas as estimativas preliminares do Secretário para a Economia e Finanças em relação aos prejuízos causados pela passagem do tufão “Hato”, o mais forte dos últimos 50 anos.

Na altura, Lionel Leong mencionou danos na ordem dos 11,4 mil milhões de patacas, incluindo 8,3 mil milhões em danos directos e 3,16 mil milhões indirectos.