A actividade internacional do sector bancário de Macau voltou a aumentar nos três primeiros meses deste ano

 

A proporção das actividades do sector bancário de Macau cresceu no primeiro trimestre de 2017, com a quota das aplicações financeiras nos mercados externos, no activo total do sector, a subir de 84,1% para 84,7% face aos últimos três meses de 2016. Dados da Autoridade Monetária (AMCM) indicam ainda que as responsabilidades externas no passivo total do sistema bancário passaram de 78,7% para 79,2%.

No final de Março, a pataca detinha uma quota de 0,8% e 1,5%, respectivamente, nos totais do activo e passivo financeiro internacional. Já o dólar de Hong Kong, dos EUA, renmimbi e outras moedas estrangeiras, “pesavam” 42,3%, 45,3%, 6,2% e 5,5%, respectivamente, no activo internacional, assumindo ainda quotas de 53,6%, 36,6%, 5,1% e 3,3% na “responsabilidade internacional”.

Segundo a AMCM, o total dos activos internacionais dos bancos de Macau cifrou-se em 1.215,5 mil milhões no final de Março, representando um crescimento de 3,9% relativamente ao trimestre anterior e um avanço de 7,7% face ao período homólogo de 2016.

Os empréstimos de entidades não bancárias sobre o exterior, que constituíram a maior parte dos activos internacionais, aumentaram 6,5% para 392,6 mil milhões de patacas.

No período em análise, o total das responsabilidades internacionais da banca local atingiu 1.136,6 mil milhões de patacas, montante que traduz uma subida de 3,9% desde o final de 2016 e uma subida anual de 6,6%. As responsabilidades para com o exterior cifraram-se em 543,8 mil milhões e as internas em moedas estrangeiras atingiram 592,8 mil milhões, evidenciando subidas anuais de 6,5% e 22,3%, respectivamente.

Os depósitos em moedas estrangeiras dos residentes e do Governo da RAEM nos bancos locais continuaram a representar a maior componente das responsabilidades internacionais. Estes depósitos cresceram 18% para 517 mil milhões de patacas, em comparação com os 438,1 mil milhões contabilizados um ano antes.

Nos três primeiros meses do ano, a actividade bancária internacional de Macau continuou a distribuir-se principalmente pela Ásia e Europa. As quotas das disponibilidades do sistema bancário em Hong Kong e no Interior da China situavam-se em 36,7% e 22,2%, respectivamente. Os mercados de Reino Unido e Portugal, representaram 2,3% e 2%, respectivamente, do total do activo exterior.