Se por um lado, o sector turístico ainda contesta as medidas para largada de visitantes na Rua Belchior Carneiro e a utilização da Praça Tap Seac como paragem para turistas, membros de conselhos consultivos dizem registar-se melhorias significativas na zona. No entanto, pedem melhorias nas infra-estruturas

 

A Associação de Promoção de Guias de Turismo de Macau, representantes do Conselho Consultivo do Trânsito e do Conselho Consultivo da Zona Central participaram ontem no programa matutino do “Ou Mun Tin Toi”, para debater o plano de trânsito dos autocarros turísticos.

Após o acidente de Agosto de 2016, os autocarros apenas podiam proceder à largada de passageiros na Rua Belchior Carneiro aos fins-de-semana, mas entretanto a medida passou a ser aplicada diariamente.

Este plano foi alvo de críticas do vice-presidente da associação, sublinhando ser inconveniente para a indústria, porque os turistas que vêm das Ruínas de São Paulo e querem voltar ao autocarro têm de gastar o dobro do tempo para o fazer. Para além disso, a estrada é perigosa, parecendo um “turismo à fugida”.

Indicando que caso o elevador da Praça Tap Seac, onde existe uma paragem para a tomada e largada de visitantes, fosse adequado, a indústria poderia aceitar o plano para a Rua Belchior como ponto de largada, o representante acrescentou que ao longo dos anos as medidas de melhoramento e beneficiação das infra-estruturas de apoio ficaram por fazer. Disse ainda recear que em alturas de maior afluência turística o estacionamento existente na Praça não seja suficiente.

Por seu lado, Kou Kun Pang, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, salientou que desde a entrada em vigor da medida diminuiu para metade o número de autocarros turísticos a circular na Rua Belchior Carneiro.

Salientando a melhoria considerável no trânsito da zona, o conselheiro indicou que os veículos estacionados no Tap Seac ao fim-de-semana passaram de 20 para 40. Na sua opinião é necessário mudar a ideia de que os transportes têm de parar à porta dos monumentos.

No entanto, alerta que a vida dos moradores na zona já foi afectada e o Governo, além de melhorar as infra-estruturas envolventes, deve focar-se em atrair visitantes de qualidade, para ajudar a reduzir a pressão em todas as vertentes.

Já o membro do Conselho Consultivo da Zona Central frisou que o planeamento do trânsito deve salvaguardar os direitos dos cidadãos na zona, mas também é preciso que o turismo acompanhe. Por isso, está confiante de que o sector apenas precisa de tempo para se ajustar às mudanças. No seu ponto de vista, transformar a Praça do Tap Seac num ponto de tomada e largada de passageiros a tempo inteiro é uma ideia a impulsionar.

 

L.F.