Apresentando-se como membros da Associação do Pessoal Policial, três indivíduos – um dos quais alega ser agente policial – enviaram uma carta aberta ao Secretário para a Segurança apontando para a existência de um mecanismo interno para obter determinadas informações. Todavia, o CPSP esclareceu que essa associação “não existe” ao mesmo tempo que Wong Sio Chak já procedeu a uma análise minuciosa sobre o conteúdo da carta

 

O Gabinete do Secretário para a Segurança recebeu, na manhã de ontem, uma carta aberta na qual o seu autor – alegadamente um agente policial – manifesta opiniões relativas à gestão da polícia. Sobre essa matéria, garante o Gabinete em comunicado, Wong Sio Chak “prestou elevada atenção ao seu conteúdo e agradeceu bastante as sugestões apresentadas”.

Nesse sentido, está a “analisar minuciosamente o seu conteúdo e a fazer uma revisão de forma séria”, salienta o Gabinete.  Além disso, foram emitidas instruções aos dirigentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e dos outros serviços da área da Segurança com vista a “estabelecer uma melhor comunicação com o pessoal da linha da frente, no sentido de ouvir as suas opiniões e intensificar a gestão interna das Forças e Serviços de Segurança”.

Face ao mesmo documento, o CPSP também já reagiu refutando o conteúdo do mesmo. Em causa está a Associação do Pessoal Policial que, segundo o CPSP, “não existe”. “Esta associação divulgou um carta aberta sobre a gestão do assuntos policiais e, nesse documento, é referenciado um nome igual a um agente do CPSP. Mas,  através da investigação, a corporação apurou que este agente não assinou a carta alegadamente divulgada por aquela associação”, esclarece a força policial.

A carta é assinada por mas duas pessoas que, apurou o CPSP, “não são membros” da corporação policial. Nesse sentido, “nunca usou qualquer mecanismo de comunicação interno ou outros canais para obter informações”, indica o CPSP desmentindo a alegações proferidas pelos autores da respectiva carta. Por sua vez, “nenhum agente do CPSP apresentou queixas por carta aberta”, no entanto, as autoridades garantem dar muita importância ao conteúdo do documento que irão analisar ao mesmo tempo que vão efectuar uma “avaliação interna” sobre o conteúdo da mesma.

Nesta medida, o Gabinete do Secretário explicou que em relação à gestão da equipa policial, “todas as forças e serviços de segurança têm o seu mecanismo de comunicação interna”. “O pessoal pode seguir as diferentes plataformas para comunicar directamente com os seus dirigentes, podendo também reflectir as suas opiniões através da coluna adequada do website do Gabinete do Secretário para a Segurança ou através de carta”. “Após a recepção dessas opiniões, as autoridades de Segurança vão analisar o seu conteúdo e tomar medidas eficazes para melhorar, optimizando de modo contínuo a eficiência da gestão de trabalho”, concluiu Wong Sio Chak.

 

C.A.