Acidentes laborais causaram oito mortos em seis meses
Acidentes laborais causaram oito mortos em seis meses

Nos primeiros seis meses deste ano contabilizaram-se mais de 3.500 vítimas de acidentes de trabalho no território, indicam dados divulgados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. Os acidentes causaram a morte a oito trabalhadores, menos dois do que na primeira metade do ano transacto

 

Catarina Almeida

 

Entre Janeiro e Junho do corrente ano registaram-se 3.525 vítimas de acidentes laborais em Macau, menos 59 em comparação com igual período de 2016. Neste capítulo, contabilizaram-se oito mortes (três das quais relacionadas com infracções às normas de segurança e saúde ocupacional) face às 10 verificadas no período homólogo do ano passado.

Segundo as estatísticas da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), 3.511 vítimas (menos 38) ficaram incapacitadas temporariamente, das quais 408 regressaram ao serviço no mesmo dia de ocorrência do acidente. Além disso, seis ficaram incapacitadas permanentemente, um número muito inferior aos 25 registados nos primeiros seis meses de 2016.

Os dados estatísticos consultados pelo Jornal TRIBUNA DE MACAU indicam também que, no primeiro semestre deste ano, a principal causa dos acidentes foi motivada pelo “entalamento num ou entre objectos” (792) seguindo-se a queda de pessoas (742), das quais 116 caíram em altura e 626 em terreno plano. Face ao período homólogo do ano transacto, houve menos 69 acidentes motivados por queda de pessoas e mais 27 motivados por “entalamento num ou entre objectos”.

Destaque ainda para a subida no número de casos envolvendo ferimentos causados por animais, de 49 para 52, bem como dos provocados pelo meio de transporte (mais 18). Os acidentes atingiram, maioritariamente, as “mãos” com registo de 1.081 vítimas, “os pés” (740) e o “tronco”(559).

Das 3.525 vítimas, a maioria (957) ocupava funções de “empregado administrativo” representando um acréscimo de 80 casos em termos homólogos. A segunda fatia é ocupada pelo “pessoal dos serviços, vendedores e trabalhadores similares” correspondendo a um total de 860 vítimas.

Por outro lado, verificou-se ainda um aumento no número de “especialistas das profissões intelectuais e científica”, passando de 247 vítimas para 309 entre Janeiro e Junho deste ano. Analisando por ramos de actividades económicas, as vítimas de acidentes laborais pertencem, sobretudo, a “outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais” (1.512), 818 a “alojamento, restaurantes e similares” (-155) e 404 a “construção” (-146).

Por grupo etário, os acidentes de trabalho envolveram 1.829 pessoas entre os 25 e 44 anos, 990 das quais do sexo masculino. Quando comparado com o primeiro semestre de 2016, verifica-se uma descida de 48 acidentes nesta faixa. O segundo grupo etário com registo de acidentes situa-se entre os 45 e os 64 anos de idade envolvendo 1.285 vítimas (-16) 748 das quais mulheres.