Impulsionado por um “evidente aumento do turismo internacional”, o número de visitantes nos monumentos, museus e palácios portugueses cresceu 15,5% em 2016, superando os 4,6 milhões

 

Todos os equipamentos culturais tutelados pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) de Portugal viram aumentar os seus visitantes no ano passado, facto que aconteceu pela primeira vez, de acordo com o organismo, que sublinhou o registo de subidas tanto do público nacional como estrangeiro.

“Em 2016, mais de quatro milhões e 682 mil pessoas visitaram Monumentos, Museus e Palácios tutelados pela DGPC, representando um aumento de 15,5%, em relação a 2015 (mais 626.803)”, referiu em comunicado. No total, os monumentos registaram 2.806.074 entradas, os museus, 1.479.227 e, os palácios, 397.476, respectivamente.

Além do “evidente aumento do turismo internacional”, a DGPC justifica ainda estas subidas pela “qualidade da oferta cultural nestes equipamentos, a abertura de novos espaços, as exposições temporárias, os eventos culturais e a actividade dos serviços educativos”.

A DGPC realça que se acentua, nos monumentos nacionais, a predominância do público estrangeiro – cerca de 84% -, enquanto nos museus há “uma proporção idêntica de público nacional e estrangeiro” – cerca de 50% -, e, nos palácios, a predominância foi de residentes em Portugal, com 60% das visitas.

Entre os visitantes estrangeiros, a maioria visitou monumentos (2.358.176 pessoas, cerca de 72%), enquanto 740.891 preferiram os museus (cerca de 23%) e 158.642, os palácios (cerca de 5%). Quanto aos visitantes portugueses, a preferência foi para os museus, que receberam 738.336 visitas, cerca de 52%, seguindo-se os monumentos com 447.898 (perto de 31%) e, finalmente, os palácios, com 238.834 (cerca de 17%).

Entre os monumentos, o Mosteiro Jerónimos foi visitado por um milhão e 80 mil pessoas, estabelecendo um novo recorde, seguindo-se a vizinha Torre de Belém (685.694 visitas), o Mosteiro da Batalha (396.423), Mosteiro de Alcobaça (226.516), Convento de Cristo, em Tomar (295.808) e o Panteão Nacional (120.731), em Lisboa.

Os dois Palácios Nacionais tutelados pela DGPC, Mafra e Ajuda, receberam, respectivamente, 327.563 e 69.913 visitantes.

O Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, com 382.593 entradas, foi o museu mais visitado em 2016. A DGPC justifica o aumento pela inauguração do novo edifício em que está instalada a colecção, associado “a um outro dinamismo”, que “muito aproximou o público português, apresentando um aumento de cerca de 250% deste público, em 2016, comparativamente com 2014”, quando funcionava exclusivamente no antigo Picadeiro Real, junto ao Palácio de Belém.

No segundo posto está o Museu Nacional de Arte Antiga, também em Lisboa (175.578), seguindo-se o Museu Nacional do Azulejo, instalado no convento da Madre de Deus (160.557) e o Museu Nacional de Arqueologia (146.955).

O Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, é o mais visitado fora de Lisboa, com 114.568 entradas, destacando-se ainda, em sexto lugar, o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, com 110.568 vistas, seguido pelo Soares dos Reis, no Porto, com 98.694.

O top dez dos museus mais visitados fica completo com o Museu Nacional de Arte Contemporânea/Museu do Chiado, em Lisboa, com 51.992 entradas, e o Nacional do Traje, também na capital, com 44.543.

A DGPC garantiu ainda que projecta “uma vasta programação cultural para 2017”, e prevê que “esta tendência de crescimento de públicos se mantenha”.

 

JTM com Lusa