“La La Land” conquistou sete prémios

O musical sobre um pianista e uma aspirante a actriz que procuram o sucesso em Hollywood estabeleceu um novo recorde de prémios nos Globos de Ouro

 

O filme “La La Land” triunfou nos prémios de cinema e televisão Globos de Ouro, conquistando sete galardões, em todas as categorias para que estava nomeado. “La La Land”, um tributo nostálgico aos musicais da época dourada de Hollywood, foi considerado o melhor filme na categoria de comédia ou musical, e arrecadou também prémios de melhor realização (Damien Chazelle) e interpretações masculina e feminina, para o par Emma Stone e Ryan Gosling.

O filme foi ainda distinguido com as estatuetas para melhor argumento (Damien Chazelle), melhor banda sonora original (Justin Hurwitz) e melhor canção (“City of Stars”).

O vencedor na categoria de melhor drama foi “Moonlight”, primeira longa-metragem de traços biográficos de Barry Jenkins.

Casey Affleck venceu na categoria de melhor actor de drama em “Manchester by the Sea”, e Isabelle Huppert na mesma categoria feminina, pelo desempenho em “Elle”, filme que conquistou também o galardão de melhor filme estrangeiro.

Os prémios de melhor actriz e actor secundários foram para Viola Davis (“Fences”) e Aaron Taylor-Johnson (“Nocturnal Animals”).

Na televisão os prémios foram mais disputados: “The Crown” venceu a categoria de melhor série dramática e “Atlanta” a melhor série de comédia.

O melhor actor em série dramática foi Billy Bob Thornton (“Goliath”) e a actriz Claire Foy (“The Crown”). Na comédia, as interpretações favoritas foram de Donald Glover (“Atlanta”) e Tracee Ellis Ross (“black-ish”).

Meryl Streep lançou farpas a Trump

A minissérie “The Night Manager”, a partir de uma obra de John Le Carré, conquistou três dos quatro prémios para que estava nomeada: melhor actor de minissérie/telefilme (Tom Hiddleston), melhor actor secundário de série/telefilme (Hugh Laurie) e melhor actriz secundária de série/telefilme (Olivia Colman).

O momento político da noite coube a Meryl Streep, vencedora do prémio carreira, que criticou o Presidente eleito Donald Trump pela retórica de desunião.

“Vocês e todos nós nesta sala pertencemos verdadeiramente aos segmentos mais vilipendiados da sociedade norte-americana neste momento. Pensem nisso. Hollywood, estrangeiros e a imprensa”, disse em tom de piada.

“Mas quem somos nós? E o que é Hollywood, de qualquer forma? Um monte de pessoas de outros sítios. Hollywood está cheia de forasteiros e estrangeiros. Se corrêssemos com todos, não havia nada para ver, a não ser futebol e artes marciais, que não são bem artes”, afirmou.

O discurso de Streep aconteceu a menos de duas semanas da tomada de posse de Trump, que realizou uma campanha contra mexicanos e muçulmanos.

Os Globos de Ouro, prémios do cinema e da televisão atribuídos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, são vistos habitualmente como uma antecâmara dos Óscares.

 

JTM com Lusa