A série televisiva mais premiada da história do Emmy, “Game of Thrones”, inicia no domingo a sua penúltima temporada, um presságio do final de uma saga marcada por cenas de sexo, violência e intrigas políticas que a transformaram num fenómeno de popularidade

 

A chegada do tão esperado Inverno à série baseada nos livros de George R.R. Martin alterou os planos da produção de “Game of Thrones”, que viu a estreia da sétima temporada adiada para 16 de Julho, por forma a contar com condições climáticas mais favoráveis para a ambientação dos novos acontecimentos. Para além de deixar os fãs em sobressalto, o adiamento também deixou a série fora da disputa deste ano por falhar o prazo de inscrição.

Os últimos 13 episódios serão exibidos em duas temporadas mais curtas: a sétima, com os seis primeiros, começa neste domingo.

“Game of Thrones” converteu-se na mais obscura e polémica série televisiva já feita em horário nobre, o que gerou críticas pelo uso excessivo da violência como instrumento dramático. Ao longo de seis temporadas, o público viu violações de mulheres, assassínios de crianças, decapitações, apunhalamentos e envenenamentos, olhos arrancados e cenas explícitas de sexo: tudo com riqueza de detalhes e em primeiro plano.

No entanto, a audiência não diminuiu, pelo contrário, só nos Estados Unidos ultrapassou 23 milhões de pessoas por episódio. É transmitida em 170 países, com avaliações recorde em todo o mundo.

A sexta temporada foi a primeira a ultrapassar a série de livros de George R.R. Martin, “As Crónicas de Gelo e Fogo”, e seguiu o seu próprio caminho. Segundo a crítica, esta temporada marcou um regresso à forma, com uma narrativa que permitiu demonstrar a complexidade dos personagens femininos e lhes deu o poder moral de que carecia nas temporadas anteriores.

Desse modo, Cersei (Lena Headey) apoderou-se do Trono de Ferro quando o filho mais novo – o rei Tommen – se matou após ver que a igreja onde estava a esposa e boa parte da corte estava em pedaços. O ataque foi planejado por Cersei para se desfazer dos seus inimigos, incluindo o Alto Pardal.

Sansa Stark (Sophie Turner), vítima de uma polémico violação que não estava nos livros, acabou por ver o seu agressor, Ramsay Bolton (Iwan Rheon), ser devorado por cachorros.

No ano passado, David Benioff e D.B. Weiss, os criadores da série, adiantaram que as duas últimas temporadas seriam ainda mais curtas, e que a sétima arrancaria no Verão, e não em Abril, como as anteriores.

Desde o início, a série anuncia a chegada do Inverno, que chegou finalmente agora, obrigando a produção a esperar que as temperaturas baixassem para começar as filmagens.

Segundo a agência AFP, poucos detalhes foram revelados sobre o que vem pela frente, para além da entrada no elenco de Jim Broadbent, vencedor de um Óscar, e da breve aparição do cantor pop Ed Sheeran.

Uma teoria formulada pelos fãs é que Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), que se encaminha para a conquista de Westeros, se tornará vilã. Baseiam-se no facto do seu pai, o Rei Louco Aerys II Targaryen, ter sido um assassino brutal e que a Mãe dos Dragões se tornou mais fria a cada temporada.

“É muito pouco provável. Falo como Iain e como Jorah – dividimos a mesma voz -, acredito tanto nisso que posso imaginar”, disse Iain Glen, que interpreta Jorah Mormont, ao “Huffington Post”.

Nos últimos episódios, Jon Snow (Kit Harington) e outros personagens principais deverão ganhar mais tempo nos ecrãs, sobretudo porque há actores da série que continuam a morrer.

Mas, para já, a única certeza é que o Inverno chegou mesmo.

 

JTM com agências internacionais

 

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