Jay-Z, Kendrick Lamar e Bruno Mars despontam como principais favoritos na 60ª edição dos “Grammy”, marcada sobretudo pelo “hip-hop”, R&B e tributos a título póstumo

 

A estrela do rap Jay-Z lidera as nomeações aos “Grammy”, com oito, seguido de perto por outros “rappers”, como Kendrick Lamar, com sete, numa clara homenagem ao “hip-hop”, que finalmente poderá dominar os maiores prémios da música americana.

Apesar de já ter vencido 21 “Grammy”, Shawn Carter, mais conhecido como Jay-Z, nunca tinha sido nomeado para as principais categorias como cantor solo. Após anos de aventuras empresariais que o tornaram bilionário, o “rapper” de 47 anos ambiciona arrecadar o título de álbum do ano com “4:44”, bem como de melhor gravação e música do ano, as três principais categorias.

O seu 13º álbum foi um sucesso popular e obteve excelentes críticas. Nele, Jay-Z mergulha em sua história pessoal: em “Smile” canta sobre a homossexualidade de sua mãe, Gloria, escondida durante anos; em “4:44” parece pedir perdão a sua esposa, a famosa cantora Beyoncé, por suas aventuras extraconjugais; e também evoca o estado das relações raciais nos Estados Unidos.

Kendrick Lamar foi nomeado para sete categorias pelo álbum “DAMN”, enquanto Taylor Swift foi indicada para apenas duas. O seu álbum “Reputation” está entre os mais ouvidos da actualidade, mas chegou muito tarde ao mercado para ser considerado o álbum do ano.

Bruno Mars, que propõe um “revival” do “funk”, obteve um seis indicações, incluindo três nas principais categorias, como a de melhor álbum do ano com “24K Magic”.

Já o “rapper” Childish Gambino – nome artístico do humorista Donald Glober que junta “funk” e R&B psicadélico com “hip-hop” – aspira a ganhar o álbum do ano e gravação do ano, com um total de cinco nomeações.

Por sua vez, “Despacito”, sucesso do porto-riquenho Luis Fonsi que se tornou viral e ocupou durante semanas o topo das tabelas nos EUA de ser cantado em espanhol, concorre em três importantes categorias: gravação do ano, que reconhece a melhor canção; música do ano, que premeia a letra; e melhor performance de duo ou grupo (com Daddy Yankee). Há duas semanas, “Despacito” ganhou quatro “Grammy Latinos”.

A categoria de melhor álbum pop latino é disputada, entre outros, por “Mis planes son amarte”, de Juanes; “Musas (Un homenaje al folclore latinoamericano en manos de Los Macorinos)”, de Natalia Lafourcade; e “El Dorado”, de Shakira.

Lorde, a neozelandesa de 21 anos, é a única mulher a disputar a categoria de álbum do ano, com “Melodrama”, uma exploração “dance-pop” dos desafios de se tornar uma adulta.

A cerimónia de entrega de prémios acontecerá gala em Nova Iorque, a 28 de Janeiro, após a votação de 13.000 músicos profissionais que integram a Academia de Gravação para escolher os vencedores. Os “Grammy” serão entregues na “Big Apple”, lar de Jay-Z, para marcar a 60ª edição, após 14 anos em Los Angeles.

 

JTM com agências internacionais