Jovem Matthew Boyce tem feito sucesso como imitador de Elvis Presley
Jovem Matthew Boyce tem feito sucesso como imitador de Elvis Presley

Matthew Boyce sente-se como um super-herói quando veste o seu fato de Elvis Presley, com maquilhagem a condizer, “explodindo” em palco ao fazer os movimentos tradicionais em homenagem ao “rei” do “Rock n’ Roll”

 

“Penso que se é para interpretar uma personagem esta também pode ser a nossa inspiração”, disse Matthew Boyce enquanto ajeitava o cabelo e a maquilhagem. A transformação demora mais de uma hora e permite ao jovem de 18 anos reviver Elvis Presley no auge da sua carreira, na década de 60.

Matthew é um dos milhares que fazem parte do “Elvis Tribute Artists” (ETAs), grupo que procura “reviver” o ícone dos anos 60 em palco, seja como profissionais a tempo inteiro ou amadores entusiastas. Numa reportagem publicada pela AFP, o jovem, que é um dos mais novos do grupo, referiu que a música de Elvis foi fundamental para o seu desenvolvimento musical precoce, graças à influência da avó e da tia, grandes fãs do “rei” do “Rock n’ Roll”.

O jovem artista começou no mundo do espectáculo com apenas sete anos, sendo já um artista remunerado com oito anos de idade. Por ocasião do 40º aniversario da morte de Presley, o jovem cantor integrou uma competição de tributo ao “rei” do “Rock n’ Roll”, com prémios a variarem entre 50 e 5.000 dólares americanos, consoante as categorias.

No palco do New Daisy Theatre, no centro de Memphis, Matthew encantou uma multidão entusiasmada composta sobretudo por mulheres mais velhas, brilhando com movimentos típicos devidamente trajado à semelhança de Elvis Presley. No entanto, a sua obsessão pelo cantor nem sempre foi bem vista pelos colegas, tendo sido vítima de “bullying” por diversas vezes. “Foi uma altura complicada. Voltava para casa e os discos do Elvis sempre estavam lá para me ajudar a sentir melhor”, contou.

O universo dos artistas de tributo é um grupo unido, uma “família”, como referiu Matthew. A sua admiração por Presley é tão grande que nunca chegou a usar a palavra “imitador”, considerando que ninguém poderá recriar por completo a magia e aparência de Elvis Presley, desde a sua voz à presença em palco.

Muitos dos melhores artistas “cover” ficaram famosos e até realizaram casamentos, vivendo de actuações de homenagem ao falecido cantor. Porém, este estilo de vida não sai barato aos artistas. Matthew pode ganhar entre 300 e 5.000 dólares por cada “tour”, mas os fatos tradicionais iguais aos de Elvis podem custar até 5.000 dólares. “Sentimo-nos como verdadeiros super-heróis com eles vestidos”, contou.

A maior parte dos seus concorrentes são consideravelmente mais velhos, que prestam homenagem a Elvis desde que este faleceu, em 1977. A energia de Matthew em palco acaba por o diferenciar dos restantes, aumentando a sua popularidade.

Para já, prepara-se para entrar na universidade e seguir uma carreira ligada à indústria musical, sonhando com uma carreira de cantor a tempo inteiro. “Posso não fazer de Elvis para sempre, há uma altura em que temos que parar porque vou deixar de ficar parecido à personagem”, contou.

Ao contrário de Matthew, Ron Tutor, outro artista que imita Elvis, começou a carreira quando tinha 52 anos, com trabalhos a tempo parcial pela diversão e para poder conhecer mais fãs. “Eles sabem que não somos Elvis, mas tratam-nos como se fossemos. É simplesmente incrível quando nos abraçam, beijam e pedem autógrafos”, referiu Tutor, antes de se preparar para entrar em palco para mais uma actuação.

Ron Tutor faz habitualmente dois espectáculos por ano, participando ainda num circuito de competição não profissional que lhe rende algum dinheiro. Apesar da “ilusão” que cria em palco, o artista não tem dúvidas que o público fica sempre satisfeito. “Eles [imitadores de Elvis] certificam-se que o legado continua e que continua a ser honrado”, disse uma admiradora no final de mais um actuação.

Elvis Presley faleceu a 16 de Agosto de 1977, com apenas 42 anos, alegadamente devido a uma overdose de medicamentos que terão causado uma paragem cardíaca.

 

JTM com agências internacionais