O oitavo capítulo da saga “Fast and Furious” fez jus ao nome no fim-de-semana de estreia. Em apenas três dias, o filme, já em exibição em Macau, facturou mais de 530 milhões de dólares em todo o mundo e fixou um novo recorde, com o maior contributo a pertencer aos fãs chineses

 

Realizado por F. Gary Gray, e apresentando Vin Diesel no papel principal, o novo filme da franquia “Fast and Furious” teve uma estreia verdadeiramente veloz ao gerar receitas de 532,5 milhões de dólares americanos em todo o mundo, segundo dados dos estúdios “Universal Pictures” e da “ComScore”, empresa que monitoriza o mercado cinematográfico. O oitavo filme da saga entrou assim na lista dos recordes do cinema, ao protagonizar a estreia mais rentável de sempre, destronando “Star Wars: The Force Awakens”, que contabilizou cerca de 529 milhões no seu fim-de-semana inaugural, em 2015.

Apesar de ter registado uma quebra nas bilheteiras do mercado da América do Norte (EUA e Canadá) em relação ao filme anterior, ao arrecadar 100,2 milhões de dólares contra 147,2 milhões, “Fast and Furious 8” viu os seus números iniciais serem impulsionados sobretudo pelo mercado chinês, que rendeu 190 milhões de dólares.

Já os cinemas do México contribuíram com 17,8 milhões de dólares, superando os mercados do Reino Unido e Irlanda (17 milhões), Rússia (14,1 milhões), Alemanha (13,6 milhões) e Brasil (12,8 milhões). Nos restantes 57 mercados onde o filme estreou em simultâneo, as receitas ascenderam a 167 milhões de dólares.

“Esta é realmente uma franquia global. É um tipo de filme traduzido perfeitamente para qualquer cultura. Carros velozes, acrobacias absurdas: essa é a linguagem internacional para algo que todos amam”, sublinhou Paul Dergarabedian, analista de media, citado pela “ComScore”.

Desde o seu lançamento, a saga “Fast and Furious” já acumula 4,4 mil milhões de dólares no total das bilheteiras, afirmando-se como a franquia mais bem-sucedida da “Universal Pictures”.

“Fast and Furious 8” engloba cenas gravadas em Havana, onde Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão a gozar a lua-de-mel mas cujos planos são perturbados pela vilã Cipher (Charlize Theron). Além de Cuba, o filme também inclui muitas cenas em Nova Yorque e até na Sibéria.

Segundo a agência Bloomberg, Dennis McCarthy foi o “grande mago” que liderou a equipa que concebeu, comprou, construiu e/ou modificou todos os carros do filme, desde o impecável Impala de Vin Diesel até ao Stingray Corvette vermelho de Michelle Rodriguez.

Conduzir um Corvette em duas rodas foi uma ideia de última hora que obrigou a filmagens durante um dia inteiro. “Aconteceu no parque em Nova Iorque: pensámos que deveríamos fazer com que Letty ficasse em duas rodas, o que me fez estremecer porque sei que isso não é bom para o carro”, contou McCarthy.

Ninguém consegue precisar ao certo quantos carros estiveram envolvidos na filmagem, porque de facto foram muitos. Por exemplo, foram necessárias 11 cópias do carro que Dom conduziu na cena de abertura em Cuba para concluir a sequência, para além de sete réplicas do bólide que correu contra ele. É certo que não ficaram totalmente destruídos, mas também não aguentaram a cena inteira.

 

JTM com agências internacionais