A sequela do clássico “Blade Runner” vai explorar as vantagens e consequências do progresso tecnológico, fazendo reflectir sobre questões éticas, antecipou Harrison Ford. A estreia do filme, um dos mais aguardados do ano, está prevista para Outubro

 

O novo capítulo da saga “Blade Runner” será “emocionalmente profundo”, assegurou o actor Harrison Ford, durante a apresentação do último “trailer” da sequência do clássico da ficção científica dirigido por Ridley Scott.

Numa ronda de perguntas e respostas com a imprensa, Harrison Ford destacou e classificou como “complexa” a primeira cena, que partilhou com Ryan Gosling durante as gravações.

“Era uma cena sobre tudo o que tinha ocorrido desde a última vez que vimos o meu personagem até à primeira aparição neste filme. E as referências que unem estes dois personagens [de Harrison Ford e Ryan Gosling], que são inesperadamente profundas, emocionalmente profundas e realmente ricas”, sublinhou.

Por outro lado, segundo explicou Harrison Ford, “Blade Runner 2049” é um filme que “reconhece e trata algumas das questões éticas que a tecnologia apresenta hoje em dia”. Nesse sentido, a longa-metragem vai explorar tanto os benefícios como as consequências desses avanços.

Além disso, após retomar outros personagens clássicos da sua carreira como Indiana Jones e Han Solo, Ford apontou também os motivos que o levaram a decidir regressar a este universo. “O personagem encaixa-se na história de uma forma que me intrigou. Há um contexto emocional muito forte e a relação entre o meu personagem, Deckard, e o resto pareceu-me fascinante. É interessante desenvolver um personagem assim depois de tanto tempo. Foi uma experiência muito gratificante”, confessou.

Na mesma linha, Ryan Gosling, que interpreta o papel do oficial K em “Blade Runner 2049”, assegurou que nunca participou num projecto tão ambicioso.

“Vi-me completamente submerso neste universo com o qual cresci. Para mim, a chave foi não demonstrar na câmara aquilo que sentia, porque se supõe que o meu personagem esteja habituado a essa realidade, embora eu nunca tenha visto cenários assim. Nunca trabalhei em algo com esta escala”, reconheceu o actor canadiano.

No evento de divulgação, o realizador do novo filme, Denis Villeneuve, frisou que a equipa ainda está a “explorar assuntos como a memória e a empatia”. “Esses são os temas complexos nos quais se aprofunda o filme e, certamente, o significado do que significa ser humano”, destacou o produtor canadiano.

O elenco de “Blade Runner 2049” conta também com nomes como Jared Leto, Robin Wright, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Carla Juri, Barkhad Abdi e Dave Bautista.

O filme original, de 1982, passava-se numa Los Angeles futurista no ano 2019, onde o homem criou clones, denominados “replicantes”, para realizar tarefas perigosas. No entanto, esses “replicantes” revoltam-se contra os fabricantes numa colónia espacial, o que provoca um confronto entre criador e criatura.

A estreia de “Blade Runner 2049”, um dos filmes mais aguardados do ano, está prevista para Outubro.

 

JTM com agências internacionais