Por entre a animação de barbas brancas, chifres de renas, música e dança, a presidente da Casa de Portugal em Macau deixou um pedido ao Pai Natal: “resolver o problema das instalações” para poder dar à Escola de Artes e Ofícios o desenvolvimento que os alunos merecem

 

Quem olhasse de fora para a Torre de Macau não adivinhava a correria de crianças que preencheu de vida o jantar de Natal da Casa de Portugal em Macau (CPM), no sábado. Unidos pelo espírito natalício, os presentes puderam ouvir desde fado a música brasileira, passando pela música de aniversário dedicada ao Cônsul de Portugal, sem esquecer o grupo de dança dos mais pequenos.

Por entre a celebração, Maria Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau, mostrou-se preocupada com as condições de trabalho com que a instituição se depara. “Isto está complicado. Temos aulas de coisas variadas e os Serviços de Educação insistem cada vez mais que não pode haver aulas em edifícios industriais. Portanto, embora parte dos nossos alunos sejam adultos, não havendo aí interferência, tudo o que diz respeito à juventude se torna cada vez mais difícil, quando é exactamente uma área com imenso potencial e que era preciso puxar e ajudar e desenvolver”, comentou Maria Amélia António à margem do evento em declarações ao Jornal TRIBUNA DE MACAU.

Daí que se pudesse fazer um pedido de Natal seria resolver a situação das instalações, para o qual não tem alternativas apesar de “bater a todas as portas”. Em causa está também a Revisão do Regime de Condicionamento Administrativo. “Se essa lei for por diante é mais uma vez um estreitar e cortar pernas”.

A presidente da CPM indicou que, apesar dos vários cursos que oferece, a Escola de Artes e Ofícios não consegue dar resposta a toda a procura. “No Verão, quando fazemos os campos para os miúdos, por onde passam cerca de 300, há dois anos consegui uma parceria com a Universidade de São José e no ano passado com o IPOR para nos cederem salas. Mas são soluções improvisadas e depois continuamos com os mesmos problemas”, explicou.

A limitação das instalações é um problema também por não existirem no mercado muitas opções para falantes de Português ou Inglês. “Sempre que fazemos actividades em que há pessoas que não falam Português nem Inglês e que estão interessadas, nós estudamos sempre a possibilidade de ter tradução para elas. Para não deixarmos de lado ninguém que esteja verdadeiramente interessado em aprender uma arte”, disse.

 

S.F.