Na sua primeira edição o Festival Internacional de Cinema dá lugar de destaque à actriz taiwanesa Gwei Lun-mei, com a exibição de três filmes, incluindo The Secret com Jay Chou e Flying Swords of Dragon Gate. A sua versatilidade e maturidade são agora dadas a conhecer em Foret Debussy, a história de uma mãe que leva a filha, representada por Gwei Lun-mei, para a floresta para que se encontre a si própria no meio do tristeza inabalável de  perder o marido e o filho, perdendo-se a ela própria nos seus pensamentos

 

Liane Ferreira

 

Gwei Lun-mei é uma actriz que dispensa apresentações na Ásia. A trabalhar na Sétima Arte, desde 2002, a actriz da Ilha que os navegadores portugueses chamaram de Formosa está em destaque no 1º Festival Internacional de Cinema de Macau (IFAAM, na sigla inglesa), que apresenta uma retrospectiva com os filmes The Secret, Flying Swords of Dragon Gate e o mais recente Foret Debussy.

O primeiro filme é um drama envolvendo viagens no tempo e um casal no ensino secundário, película que ganhou diversos prémios no Festival de Cinema de Taiwan Golden Horse. O segundo filme é um drama de artes marciais.

Apesar de serem estes em exibição, Gwei Lun-mei ganhou o prémio de melhor actriz nos Golden Horse pelo filme Girlfriend, Boyfriend, em 2012, e o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2014 pela película Black Coal, Thin Ice do realizador e escritor Diao Yinan.

Ontem à noite, Gwei Lun-mei acompanhada pelo director Kuo, produtores Tu Hsiang-Wen e Li Yao Hwa e a colega de ecrã a actriz Lu Yi-Ching apresentou no território o seu mais recente filme, Foret Debussy.

Para quem vive em Macau, assistir a Foret Debussy é o mesmo que entrar num mundo diferente, onde a natureza e a multiplicidade de verdes das montanhas enche o ecrã e o olho, onde há um horizonte além.

Gwei Lun-mei interpreta uma pianista que perdeu o marido e o filho, e a mãe, numa tentativa de a ajudar a superar este momento trágico, leva-a para a floresta selvagem e aí nada mais há a não ser enfrentar-se a si própria e a natureza. Naquilo que aparenta ser uma metáfora, pois quando a floresta parece engoli-la, da mesma forma submerge na tristeza e angústia da perda.