Uma amizade com sabor a amor entre duas mulheres em Sisterhood e a história de um músico que regressa a Macau, onde nasceu, depois de viver em Pequim, em Our Seventeen são as duas longas metragens realizadas por duas realizadoras locais

 

MIGUEL MARTINS

Especial para o JTM

 

Continua a decorrer o primeiro Festival de Cinema de Macau e a Sétima Arte deste antigo território sob administração portuguêsa marca também presença neste certame inaugural: um filme em competição e um outro numa secção asiática.

Ambos os filmes assinados por duas jovens cineastas.

Tracy Choi defende em competição Sisterhood, em que a estrela de Hong Kong, Gigi Leung, encarna um regresso conturbado a Macau da parte de uma jovem que partira para Taiwan. A história desenvolve-se em torno das lembranças de uma densa amizade entre duas jovens que vêm à tona na altura da transferência de soberania de Portugal para a China

Esta é a primeira longa metragem da realizadora, já com novo trabalho na manga também sobre esta sua mesma terra natal com mudanças avultadas nos últimos anos.

Já na secção de cinema asiático «Dragões escondidos» consta Our seventeen realizado pela também macaense Emily Chan.

O filme conta a história de um músico macaense a viver em Pequim que ao regressar à sua terra relembra os seus 17 anos e a banda que ali tivera.

Estas duas películas são as representantes do cinema feito em Macau, ambos à procura de um lugar ao sol, a começar pela montra que é, precisamente, este primeiro Festival Internacional nesta Região Autónoma Especial sob soberania chinesa.

 

*Miguel Martins é chefe de Serviço e jornalista da redacção em Português da Radio France Internacional