O Robert Huff fez história no Grande Prémio de Macau, ao vencer pela 9ª vez a competição, a principal prova da WTTC, isto é Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA

 

O piloto britânico Robert Huff ganhou o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA (WTCC) do Grande Prémio de Macau, tornando-se o piloto com mais vitórias nos 64 anos de história da competição. Passa assim à frente do recorde anteriormente estabelecido pelo condutor de motas Michael Rutter, que ganhou por oito vezes.

“Macau sempre foi bom para mim e sempre me trouxe sorte. Ter nove vitórias em Macau deixa-me muito feliz. Pareço ter muita sorte cá, não sei se ficar de fora dos casinos é o que mantém a minha sorte na pista”, comentou Huff, acrescentando que “as primeiras voltas foram muito muito difíceis. Já conduzi cá umas 14 vezes e foi só a segunda ou a terceira em que encontrei molhada a pista”.

O piloto da “Munnich Motorsport”, ao volante de um Citroen C-Elysee, conseguiu ganhar uma vantagem confortável de 8.142 segundos, depois de sobreviver a um ataque do húngaro Norbert Michelisz no início da disputa.

Michelisz arrancou em perseguição a Huff, mas quando se aproximou das barreiras na zona do Lisboa Hotel, decidiu acautelar-se e ficar pela segunda posição. “Na primeira corrida fiz um erro e o problema é que erros aqui têm graves consequências. Ontem tive muitos danos quando toquei na parede. É por isto que Macau é tão difícil, especialmente com a pista molhada. Não estava confiante em fazer a volta por fora na curva do Lisboa e quando cheguei ao pé da barreira pensei que era mais importante ficar com o carro inteiro”, comentou o piloto.

A corrida, que começou atrás do “safety car” por causa do piso molhado, começou à terceira volta. Um início seguido quase de imediato por uma penalização ao chinês Ma Qing Hua por desrespeito aos procedimentos de segurança.

Depois de Huff começar a ganhar vantagem, Michelisz – cuja equipa acabou de reparar o seu carro e do seu colega de equipa Esteban Guerrieri na manhã da corrida, depois dos acidentes de sábado – focou-se em defender a sua posição em relação ao britânico Tom Chilton.  Guerrieri conduziu o Honda Civic do português Tiago Monteiro, que falhou a etapa de Macau por motivos médicos.

Acabou por ser Guerrieri a ultrapassar Chilton, durante a oitava volta, numa condução que Michelisz considerou “brilhante”, e que permitiu ao húngaro relaxar um pouco. No entanto, a disputa pelo terceiro lugar continuou, e momentos depois de Guerrieri receber uma advertência por condução anti-desportiva na última volta da prova principal da WTCC, Chilton regressou à terceira posição assegurando a sua presença no pódio.

“O Esteban fez um erro, eu aproveitei a oportunidade e tentei garantir que ele não me voltava a ultrapassar”, explicou Tom Chilton. O piloto de um Citroen C-Elysee mostrou-se apenas insatisfeito com o sistema de classificação da WTCC. “É frustrante porque o meu colega de equipa, o Mehdi, teve um acidente no segundo treino e acabou por se qualificar em primeiro ontem por causa da inversão da tabela e da sorte de não terem tido em conta a primeira qualificação, em que eu tinha tido melhor classificação, e pontuou mais do que eu que fiquei em terceiro e em oitavo lugares. É frustrante eu ter tido um fim de semana melhor e acabar por ter menos pontos”, comentou.

Em relação á última etapa do WTCC, no Qatar, Norbert Michelisz indicou que o objectivo é pensar nela como uma corrida individual. “Houve uma altura na época em que estava a pensar demasiado do campeonato e perdi o foco, e não quero voltar a fazer o mesmo erro outra vez. Não vai ser fácil, mas quero olhar para a corrida no Qatar como uma corrida individual e tentar ter o máximo de pontos possíveis”, disse.

 

S.F.