Uma curva na zona do Ramal dos Mouros determinou o fim da sessão cronometrada para 12 carros que competiam na GT Macau/SJM – Taça do Mundo de GT da FIA. Edoardo Mortara conseguiu segurar a sua posição depois de Maro Engel ter tido problemas mecânicos no recomeço da competição

 

Edoardo Mortara continua na primeira posição da Taça do Mundo de GT da FIA, num treino qualificativo que deixou vários veículos fora de corrida. É o brasileiro Augusto Farfus que ocupa agora o segundo lugar, com o italiano Raffaele Marciello no seu encalce. O holandês Robin Frijns conseguiu a quarta posição, e o top cinco ficou completo com o austríaco Chaz Mostert, da “FIST TEAM AAI”.

Uma sessão de qualificação agitada, em que nem sequer a primeira volta estava completa quando houve um acidente massivo no Ramal dos Mouros, que deixou diversos carros encavalitados. A curva de quase 90º levou a que diversos carros ficassem envolvidos no acidente. Era visível o carro número 11, do brasileiro Lucas di Grassi, parcialmente suspenso no ar, encurralado pelos restantes carros.

Depois de Daniel Juncadella, que partiu em segundo lugar, bater na curva, o carro do belga Laurens Vanthoor embateu nele e gerou um acidente em cadeia. Com um longo processo de remoção dos veículos pela frente, apenas quatro carros deram entrada no “pit” logo de seguida: Edoardo Mortara, Maro Engel, Raffaele Marciello e Augusto Farfos eram os únicos que se sabia terem escapado à situação.

Mais quatro carros conseguiram ser recuperados, e assim no recomeço da sessão, acabaram por ser apenas oito a voltar à corrida, ficando 12 carros de fora. Entre eles, nomes de peso como o brasileiro Lucas Di Grassi, que já esteve na Formula 1, o espanhol Daniel Juncadella, o sueco Felix Rosenqvist que no ano passado venceu a Formula 3, ou mesmo o britânico Tom Bloqvist, desconhecendo-se se haverá tempo para “refazer” os carros para a prova de hoje marcada para as 12H40.

No recomeço, o germânico Maro Engel, que se encontrava na liderança, teve problemas mecânicos, e foi forçado a regressar ao “pit” para os resolver, tendo acabado na última posição.

“Tive muita sorte hoje, perdi o início e depois era basicamente o segundo, atrás de Maro Engel, e estava à espera de acabar em segundo. Eu tive a possibilidade de recomeçar a corrida de imediato e sabia que se estivesse à frente podia ditar um pouco o ritmo porque já tenho alguma experiência em Macau. Era uma questão de não fazer erros sérios, estava muito difícil a prova lá fora, com alguma chuva e muito óleo na pista, pelo que era muito fácil errar. Mas acabou por correr tudo bem no fim”, comentou Edoardo Mortara, da equipa “Mercedes-AMG Team Driving Academy”. O chuvisco que se fazia sentir, indicou, dificultou a corrida porque “não sabia quanto é que podia arriscar”

O piloto italiano não se mostrou preocupado com o sentimento de frustração que os pilotos que se viram forçados a abandonar a corrida possam sentir, indicando que “não vai ser a frustração a fazê-los subir de posição”. Para além disso, indicou que tem quatro concorrentes fortes e que hoje terá de fazer uma corrida rápida e limpa.

A correr pela “BMW Team Schnitzer”, Augusto Farfus explicou que “em Macau tudo pode acontecer em qualquer curva”. “As paredes estão extremamente perto de nós por isso sabia que a corrida ia ser decidida até à curva do Hotel Lisboa, por isso pus muita energia em ter um bom começo e acho que consegui. Quando vi os dois Mercedes lado a lado na curva do Mandarim percebi que era a minha hipótese e pensei que só tinha de me aguentar naquela posição porque os pilotos atrás de mim vinham extremamente rápidos, e depois todos viram o que aconteceu”, descreveu o piloto, que participa no Grande Prémio de Macau pela segunda vez.

 

S.F.