O Grande Prémio de Motos ficou ontem marcado pelo luto, com a morte do piloto Daniel Hegarty após acidente na Curva dos Pescadores

 

Salomé Fernandes

 

O piloto britânico Daniel Hegarty, que foi ontemvítima de um acidente grave na prova do Grande Prémio de Motos, não sobreviveu às lesões sofridas, anunciou a comissão organizadora do evento.

“A comissão já contactou com a família e membros da equipa de Daniel garantindo que lhes será prestada toda a assistência. A Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau manifesta as mais sinceras condolências à família e amigos de Daniel”, informou o coordenador da Comissão Organizadora, Pun Weng Kun, numa comunicação à imprensa.

Daniel Hegarty tinha 31 anos e esta era a sua segunda presença no circuito da Guia. Foi a meio da prova que, ao bater na barreira na Curva dos Pescadores, perdeu o controlo da mota, e ficou inanimado no chão. Notou-se de imediato a gravidade do acidente, pelo que foi retirado do percurso de ambulância levando à bandeira vermelha e logo a seguir ao fim da prova.

A cor que marca o Grande Prémio de Macau é, porém, o preto. Os tons negros do alcatrão do Circuito da Guia são um reflexo de antecedentes que demonstram os perigos envolvidos no percurso, e nos desportos motorizados. Em 2012, foi pelo português Luís Carreira que se deu o luto depois de um despiste na mesma zona. Um dia depois, Phillip Yau sofreu o mesmo destino, na curva do Hotel Mandarim. Com Daniel Hegarty regressa a memória.

A confirmação da sua morte veio depois de um clima de tensão, em que os vencedores da corrida subiram ao pódio com um semblante fechado. “Todos os pilotos se apoiam uns aos outros. Esta não é uma celebração, as corridas são irrelevantes. É um final triste”, comentou Glenn Irwin, que ganhou a corrida.

O fim precoce da corrida, que ia apenas na sexta volta, deu o primeiro lugar ao piloto da Irlanda do Norte, Glenn Irwin, que já se tinha destacado nas sessões classificativas anteriores. Irwin disputou o lugar com Peter Hickamn, que terminou em segundo depois de ter saído vitorioso no ano passado, e com Michael Rutter, que aos 45 anos se encontrava na disputa da competição pela 23ª vez.

O britânico Martin Jessop também tinha hipóteses, com uma diferença temporal em relação ao pódio durante as provas de treino. Já André Pires, não chegou a participar na corrida final, por se ter deparado com problemas técnicos ao nível da caixa de velocidades.