Joel Eriksson foi destronado na última sessão antes da prova final. Callum Ilott parte hoje em primeiro lugar, com o campeão Europeu, Lando Norris a ocupar apenas a sétima posição

 

O piloto da equipa “SJM Theodore Racing by Prema”, Callum Ilott, conseguiu ultrapassar o piloto Joel Eriksson da “Motopark with VEB” na curva do Mandarim, a quatro voltas do fim da sessão qualificativa do Grande Prémio de Macau (GPM). Esta corrida determina a ordem de saída dos pilotos, hoje, na competição final de Fórmula 3.

“Não estava à espera de avançar tão depressa, mas estava a dar tudo naquela volta, e pensei surpreender um pouco o Eriksson. No início estava contente com a segunda posição, mas o Joel começou a ter dificuldades. Eu podia ter relaxado, mas achei melhor não arriscar ser ultrapassado por alguém de trás”, disse o britânico Callum Ilott. O piloto vai partir na primeira posição depois de ontem ter conseguido uma vantagem de 7.9 segundos sobre Eriksson. Lando Norris, que se encontrava no pódio, desceu gradualmente durante a manga para a sétima posição.

A estratégia passou por guardar a energia para o fim da competição. “Nesta corrida tentei ser mais suave no início, sem arriscar, já que com os pneus novos o carro era mais difícil de conduzir. Acho que houve quem arriscasse sem necessidade na primeira qualificativa, e nesta segunda qualificativa tive muita sorte em conseguir um tempo tão bom na última volta, porque houve outras que me desapontaram”, disse. Ilott acrescentou ainda que o fim de semana tem sido para ele muito pouco natural, pela exposição mediática que existe em Macau, mas que tem apreciado estar a correr no GPM.

Quanto a hoje, diz não ter planos sobre como se defender dos pilotos que vão atrás de si em perseguição do título de vencedor. “Na corrida é difícil descrever as coisas, elas fazem-se simplesmente. É natural para nós”, comentou. Apesar de são ser o resultado da corrida a definir o seu futuro, será depois da sua passagem pelo circuito da Guia que vai discutir se passa à Fórmula 2 no próximo ano ou não.

Joel Erikson, que perdeu a primeira posição para Ilott, explicou que “o arranque foi bom, por isso estava bastante relaxado até à curva do Lisboa, mas senti uma abertura, e o pneu estava a gastar-se muito depressa e tive de abrandar. Temos trabalho pela frente para amanhã”. Hoje, com pneus melhores, o piloto que sai em segunda posição espera conseguir atacar Ilott na curva do Lisboa e conseguir um bom resultado.

 

Depois de treinos e provas qualificativas entre mudanças significativas de posição e acidentes, Sérgio Sette Câmara conseguiu ontem assegurar a terceira posição. “O carro para Macau tem muitos detalhes e a equipa investiu muito tempo a construí-lo, por isso depois de destruir completamente o carro na primeira sessão qualificativa, houve toda uma noite de trabalho pela frente, e ontem estava aborrecido por causa disso. Mas sabia que conseguia partir de uma posição de pódio para a competição final se me esforçasse e acho que estou com um bom ritmo”, disse o piloto brasileiro.

“É uma grande hipótese para lutar pela vitória. No ano passado também estava em terceiro nesta fase da competição, mas por ter sido beneficiado por um acidente que envolveu outro piloto. Tinha um ritmo péssimo, então não tinha muita confiança. Hoje é o contrário”, indicou, confiante. Ao volante de um Dallara Volkswagen, considerou pesada a sessão de dez voltas seguidas. Principalmente por ter passado da sexta posição para a terceira. “Quando se ultrapassa gasta-se energia nossa, do pneu, e é stressante porque não queremos bater porque é só uma corrida de qualificação. Dez voltas a pensar tanto, a calcular tudo e a decidir se vale a pena arriscar é cansativo”, confessou.

Apesar disso, considerou vantajoso ter tido a oportunidade de treinar as ultrapassagens no circuito, algo que indicou não ter podido fazer nas duas vezes anteriores em que participou no GPM. “Tentei aprender o máximo possível para amanhã e estou confiante”, disse Sérgio Sette Câmara.

Apesar de admitir mudanças de planos, o piloto brasileiro acredita que esta é a sua última passagem por Macau, visto que no próximo ano os planos são manter-se somente na Fórmula 2.

É Maximilian Gunther, que se tem mantido estável nos primeiros cinco lugares, a partir em quarto, e Ferdinand Habsburg que segue em quinto, para a corrida que vai determinar os vencedores de Fórmula 3.

 

S.F.