O belga Laurens Vanthoor ganhou uma corrida que acabou com o carro de rodas para o ar no meio da pista, depois de um dos mais espectaculares acidentes alguma vez presenciados no circuito da Guia

 

Devia ter tido 18 voltas mas correu-se em apenas quatro, na sequência de uma prolongada paragem que deixou pouco tempo de sobra para o limite estabelecido a Taça Mundial de GT da FIA. A corrida começou mal e acabou menos bem e no meio de alguma.

Logo no arranque houve problemas, Laurens Venthoor (Audi R8 LMS), segurou a vantagem da “pole-position” mas atrás havia motivo para protesto de Maro Egel (Mercedes AMG GT3), que considerou ter sido empurrado para os rails pelo Porsche 911 GTR3 (991) de Earl Bamber.

Houve protesto, uma primeira decisão a favor de Bamber, outra diferente após recurso. O Porsche seria penalizado em cinco segundos.

Na partida tinha havido muitas alterações uma delas envolvendo André Couto que subiu ao 12º lugar.

Neste entretanto, o australiano Ricky Cappo (BMW Z4), entrou pelas barreiras de segurança na curva dos Pescadores e obrigou a uma paragem na corrida de quase uma hora.

Quando a corrida foi retomada e o “safety car” tinha apagado as luzes, Kevin Estre (Porsche 911 GTR3 (911) consegui ultrapassar Vanthoor, na zona do Mandarim, este roçou o “rail” do lado direito, o Audi desequilibrou.se e saíu violentamente para a esquerda, galgou a “parede” de ferro, chegou às redes, volteou e fez dezenas de metros com o tejadilho no alcatrão sem que alguém lhe tocasse. Houve uns momentos de expectativa, mas, segundos depois, Vanthoor apareceu em pé. Tinha acabado a corrida.

A classificação ditaria a vitória do belga, à frente de Estre e Egel que beneficiava dos cinco segundos de penalização de Bamber que até estava à sua frente…

“Ninguém gosta de ganhar assim. Quer cortar a meta, celebrar e estar feliz. Mas as coisas são como são. Acho que toda a gente gostaria que o final tivesse sido diferente, mas, infelizmente, não há nada que possa fazer para mudar as coisas”, disse, no final, um Vanthoor com ar abatido.

Estava “estava fisicamente bem, mas perturbado”, pois viveo o eu primeiro capotamento.

“Foi assustador”, referiu. “ A parte que meteu medo foi, de repente, ver o carro subir… Estamos lá em cima, vemos tudo ao contrário, todos os carros a virem de frente, a alta velocidade. É assustador”, concluiu.

André Couto disse à Lusa que terminou com a sensação de que “não houve muita corrida”, porque “estava a começar e acabou rápido”.

” Mudámos outra vez a afinação do carro e realmente consegui sentir um carro bom. Foi pena por não ter tido tempo antes de ganhar confiança com este tipo de afinação “, referiu.

“Mas as corridas são assim. Acabou e para o ano há mais”, concluiu.

 

S.P.