Foi uma evidente manifestação de categoria e experiência a vitória de Félix da Costa na corrida de dez voltas que o coloca na “pole-position” para a Taça Mundial de Fórmula 3. Houve muitos acidentes e 45 minutos de espera… por causa da água

Corrida atribulada a qualificação para a Taça Mundial de Fórmula 3. Primeiro porque houve uma longa espera para ter a pista em condições, dado que havia água acumulada junto da curva do Hotel Lisboa e no “pit lane”, depois porque, dada a partida, foi a grande confusão.

Mais uma vez, a curva do Hotel Mandarim, provocou estragos: três jovens estreantes bateram em sequência, Lando Norris (Dallara Volkswagen), Maximilian Günther (Dallara Mercedes) e Antoine Hubert (Dallara Mercedes) foram contra os rails. Quase em simultâneo, mais atrás, Hong Ye (Dallara Volkswagen) voava sobre Daiki Sasaki (Dallara Volkswagen), um acidente impressionante que, felizmente, deixou os pilotos ilesos.

Félix da Costa tinha feito uma partida brilhante, a partir da segunda linha, “agarrou” o interior da pista, ganhou imediatamente uma posição, passando a segundo por troca com o seu companheiro Sette Câmara, e abordou a curva do Hotel Lisboa atrás de Callum Lot (Dallara Mercedes). Tudo isto enquanto se ”perdia” George Russel, o piloto da “pole-position”.

 

Travagem decisiva

Logo à quarta volta, o “safety car” estava em pista a quebrar o ritmo, mas não a vontade do piloto portuugês que, mostradas as bandeiras verdes, manteve a marcação cerrada ao líder e, na curva do Hotel Lisboa, numa manobra que mostra a sua fibra – e experiência – , foi até aos limites para a travagem e ultrapassou um “rendido” Calun Lot.

A corrida não teve mais história. Félix da Costa era um modelo de segurança e confiança, pilotava na perfeição, passava “limpo” nas zonas sinuosas, saía como uma bala para a zona onde manda a velocidade. E não dava hipóteses ao britânico que o seguia como uma lapa, abria alguma distância para o brasileiro Sette da Câmara (Dallara Volkswagen) mas pouco mais podia fazer.

O trio teve direito a pódio, uma situação que todos esperam repetir hoje, o que não será fácil. Continua a haver muita gente capaz de mais e, entre jovens tigres e gente experiente, há muito quem esteja a altura de ganhar. E como uma vez mais ficou provado, sair à frente não é tudo e as partidas na Guia são um momento que pode alterar muita coisa.

Féliz da Costa, feliz, claro, pela sua prestação e pelo resultado, que também explica com a “experiência”, até diz que sair da “pole-position” pode nem ser grande vantagem na Guia…

 

Uma vantagem

Os melhores estão assim alinhados na grelha de partida para a corrida de hoje:

Sobre a longa espera, devida ao estado da pista, disse que não foi fácil. “De repente estávamos prontos para correr e, com 45 minutos de atraso, relaxámos outra vez e é preciso voltar a focar. Aí talvez possa ter tido um bocadinho de vantagem, porque eles são mais jovens, alguns ‘rookies’”, disse à Lusa.

“O importante é que correu bem”, acrescentou. “Ganhámos, conseguimos provar o que queríamos”, isso porque era um risco vir a Macau era um risco depois de três anos sem guiar na Fórmula 3. “Consegui ser competitivo e agora é tentar fazer o mesmo na corrida”.

Félix da Costa estou convencido de que, hoje, é posssível “um andamento ainda melhor”. Considera que importa estar entre os primeiros no começo da corrida.” Vamos ver como corre a primeira volta e depois há que adaptar a estratégia, dependendo da nossa posição”, concluiu.

 

S.P.