Benfica foi goleado pelo Young Boys
Benfica foi goleado pelo Young Boys

Benfica e Sporting não se deram bem em jogos amigáveis contra adversários suíços. As “águias” foram goleadas pelo Young Boys (5-1), enquanto os “leões” voltaram a perder na pré-época, por 3-2, frente ao Basileia

 

Costa Santos Sr*

 

No segundo jogo da mini-digressão à Suíça, o Benfica teve uma exibição para esquecer e foi goleado pelo Young Boys, vice-campeão helvético, por 5-1. Apesar de ter aberto o marcador aos 22 minutos, por Jonas, o Benfica não conseguiu acompanhar o maior ritmo do adversário, com uma preparação  mais avançada, já que o campeonato suíço começa no próximo fim-de-semana. Três minutos depois, após um falhanço colectivo da defesa encarnada, Assalé restabeleceu a igualdade e aos 50 minutos Sulejmani consumou a “cambalhota”, colocando os suíços em vantagem.

O Benfica sentia muitas dificuldades, fruto da pressão forte do adversário e da pouca mobilidade, criatividade e também algum cansaço à mistura, que poderá ter estado na base do falhanço de uma grande penalidade (Jonas) aos 57 minutos.

Depois, com as mexidas naturais, o jogo perdeu interesse, vivacidade e poder de resposta do Benfica. Já os suíços, ávidos de construir um resultado histórico, nunca abrandaram o ritmo e, por isso, aos 74, 86 e 88, respectivamente por Assalé (outra vez) e Fasnacht (2), fecharam o resultado final.

Na sua despedida de jogos na Suíça, o Sporting também não evitou a segunda derrota (3-2), muito por culpa de um guarda-redes (Azbe Jug) extremamente nervoso a que se juntou, mais tarde, André Geraldes, com um “passe de morte” para o golo da vitória helvética. Bas Dost, de grande penalidade, e Matheus Pereira marcaram para os “leões”.

Com uma defesa longe de estar à altura (o teste inicial dos três centrais – Tobias Figueiredo, Coates e Mathieu – precisava, para vingar, de dois laterais com “chip” atacante, mas Piccini e Jonathan Silva nunca deram conta desse recado), um meio-campo incapaz de segurar a bola face à pressão alta do adversário e um ataque pouco móvel, que era facilmente anulado pela defesa contrária.

A espaços, o Sporting até desenvolveu um futebol agradável mas improdutivo. É preciso não esquecer que os “leões” estão a menos de um mês do “play-off” da Liga dos Campeões, mostrando que há muito trabalho pela frente para Jorge Jesus. No entanto, importa lembrar que esta equipa está órfã de Rui Patrício, Gelson Martins, Adrien e William Carvalho, titulares indiscutíveis mas cuja continuidade no clube é ainda uma incerteza.

 

*Jornalista profissional especialista em desporto