O “Macau Squash Open 2017” vai ter início na próxima semana, juntando atletas da RAEM e 18 países e regiões, destacando-se a vinda da egípcia Rannem El Welily, número dois do ranking mundial. A organização prevê jogos de alta qualidade e interessantes

 

A sexta edição do “Macau Squash Open” irá decorrer entre 19 a 24 de Setembro com a participação de atletas de 18 nacionalidades, incluindo alguns posicionados no “top 10” a nível mundial.

Segundo a Associação de Squash de Macau, na categoria feminina, destaca-se a presença de Rannem El Welily, segunda do “ranking” mundial, que vem do Egipto, juntamente com a sua colega Nouran Gohar, que ocupa a quinta posição.

Já de Hong Kong, chegará a atleta Annie Au, que se encontra em décimo no ranking. A vencedora do ano passado, a neozelandesa Joelle King, também irá competir pelo prémio de cerca de 400 mil patacas, o mesmo montante que será atribuído ao vencedor do quadro masculino.

Na categoria masculina, o vencedor do “Macau Squash Open 2016”, o britânico Daryl Shelby, não vai poder estar presente. “Por vezes, existem centenas de competições à volta do mundo e os atletas precisam de seleccionar aquelas em que participam”, explicou Lim Chee Ming, director adjunto do “Macau Squash Open”.

Porém, Lim Chee Ming garante que a qualidade é elevada, pelo que espera “ver jogos interessantes” no torneio de Macau.

Na competição masculina, destaca-se a vinda do alemão Simon Roesner e do egípcio Mohammed Abouelghar, posicionados no 11º e 15º lugares do “ranking mundial”. Em Macau estarão ainda Max Lee, de Hong Kong, vencedor do Open em 2015, e o indiano Saural Ghosal, 27º da tabela mundial.

O elevado nível dos atletas não significa que seja uma competição exclusiva a profissionais. Manuel Chan Gassmann, de 15 anos, é um dos juniores que se vai juntar aos atletas de Macau. Em vésperas de participar pela terceira vez na ronda de qualificações, o jovem recorda que já marcou presença noutras competições de juniores.

Na categoria de sub-18, Manuel Gassmann conjuga os treinos semanais com a escola. “Costumo treinar três ou quatro vezes por semana, quando não há testes”, contou.

O jovem, que só saberá quem vai defrontar no dia anterior à disputa, reconhece que teve medo quando participou pela primeira vez no “Macau Squash Open”, tinha então 13 anos. Desde então, ganhou confiança: “Como já joguei duas vezes quero usar esta experiência para ganhar mais prática para os torneios internacionais de juniores, para me ajudar a jogar melhor”.

O director adjunto do Open adverte que o torneio será difícil para os atletas de Macau porque “são muitos novos e estão a progredir passo a passo”. “Como a maioria não é profissional, precisa de tempo”.

A ronda de qualificações terá lugar a 19 e 20 de Setembro e os jogos do quadro nos dias 21 e 22 no Centro de Bowling de Macau. Já a semi-final, a 23 de Setembro, e a final, no dia 24, terão lugar num campo de vidro montado na Praça da Amizade.

 

S.F.