Depois de uma primeira parte em que Portugal conseguiu resistir e demonstrar alguma capacidade defensiva perante uma Inglaterra que também não se mostrava muito afoita no ataque, a selecção das quinas não teve argumentos na segunda metade da final do campeonato da Europa de sub-19, acabando por perder por 2-1. Os pupilos de Hélio Sousa, com extrema dificuldade em sair a jogar e sem gente capaz de criar desequilíbrios, “ajudavam” a essa superioridade territorial. Por isso, não foi de estranhar que, aos 50 minutos, os ingleses se colocassem em vantagem por Suliman, num lance simples, de bola corrida e remate pronto. Este golo provocou uma ligeira reacção na selecção portuguesa, mais rápida na execução e mais prática, mas viu-se claramente que não tinha “armas” para colocar em perigo a baliza adversária. A igualdade foi restabelecida aos 56 minutos num lance de infelicidade de Sterling, que ao tentar cortar um cruzamento bateu mal na bola e esta só parou no fundo da sua própria baliza. Portugal ganhou alma, quis ir à procura do sonho, mas reforçou a ideia de que não tinha gente capaz para tal feito, frente a um adversário muito mais rápido e tranquilo. O golo da vitória, apontado aos 68 minutos por Lukas Nmecha, premiou a melhor equipa.

 

C.S.