FC Porto cumpriu calendário frente ao Paços de Ferreira
FC Porto cumpriu calendário frente ao Paços de Ferreira

Com as contas do título já definidas, o silêncio imperou no Dragão, onde o FC Porto até esteve a perder frente ao Paços de Ferreira. Em Chaves, houve uma pitada de emoção por causa da qualificação europeia

 

Costa Santos Sr*

 

A alegria de uns é, sempre foi e sempre será, a tristeza de outros. Já com tudo definido na disputa pelo título de campeão e os benfiquistas em festa por todas as cidades, no Dragão notou-se isso, e bem, na assistência, na frieza do ambiente e no desalento dos profissionais que lutaram por outro objectivo.

Para o FC Porto, foi mais um “ano zero”. É estranho mas aconteceu. Como estranho foi o modo apático como a equipa entrou. Dir-se-ia que “estava contagiada” pela nostalgia ambiental, pela “indiferença” do resultado, se bem que, obviamente, outro não se “admitisse” que não a vitória, por muito que o Paços de Ferreira se esforçasse.

Mas, o Paços marcou, por André Leal, à passagem da meia hora, deixando as bancadas em silêncio profundo. Viram-se alguns tímidos lenços, mas o grito “de revolta” não demorou a surgir: apenas cinco minutos depois, Herrera, o ainda hoje “mal-amado”, restabeleceu a igualdade.

Sem tirar o pé “da tábua”, nem diminuir a velocidade do jogo ou a embalagem da motivação, Brahimi, outro dos que andaram muito tempo no “fica ou sai, serenou os ânimos e, aos 39 minutos, fez a “cambalhota” no resultado, na transformação de uma grande penalidade.

Do mal o menos, muito embora este 2-1 nunca desse tranquilidade a quem quer que fosse. Por isso, ao intervalo, Nuno Espírito Santo lançou Diogo Jota, que dois minutos depois elevou a conta, com um remate sem hipótese de defesa. André Silva, também de penálti, fechou a conta aos 88 minutos.

O resto teve a dignidade possível, o respeito exigível e nada mais! Tal como nos encontros onde ainda havia uma nesga aberta para a Europa, vaga disputada entre Marítimo e Rio Ave, com os insulares com uma vantagem de três pontos mas a necessitarem de pontuar na última jornada para garantir esse “passaporte”. Por isso, o empate caseiro maritimista frente ao Estoril teve sabor amargo e o golo de Tarantini (Rio Ave), a restabelecer a igualdade (2-2) em Chaves, foi um “raio de esperança”. Tudo adiado para a última jornada.

Em Braga, normal e natural a goleada (4-0) aplicada ao Nacional. Os madeirenses respeitaram o adversário, honraram a camisola que envergaram, mas não tinham armas, “munições” e muito menos “estado de alma” para dar a luta desejada.

 

Claque deixou estádio por ser impedida de mostrar tarja

O Coletivo 95, uma das claques do FC Porto, deixou o Estádio do Dragão durante a segunda parte do FC Porto-Paços de Ferreira por ter sido impedida de mostrar uma tarja que dizia “O espírito de campeão vive? apenas nos nossos adeptos”. Em sinal de protesto, e depois de algumas palavras dirigidas para a tribuna VIP do estádio, os adeptos foram saindo, deixando a bancada que lhes é destinada completamente vazia. Do lado de fora, juntaram-se algumas dezenas de adeptos que aplaudiram na altura da colocação da tarja num viaduto junto ao Estádio do Dragão.

 

JTM/Lusa

 

* Jornalista profissional especializado em desporto