FC Porto “deixou” dois pontos em Braga
FC Porto “deixou” dois pontos em Braga

Muitos erros cometidos e várias fraquezas reveladas conduziram o FC Porto a um resultado “indesejado” na visita ao Sporting de Braga. O Benfica aumentou para três pontos a vantagem na liderança, antes da visita a Alvalade

 

Costa Santos Sr*

 

Era um jogo de “alto risco”, até porque o Sporting de Braga já tinha avisado que iria colocar tudo em campo para não deixar fugir o “parceiro” da luta pelo 4º lugar, mas mesmo com todos estes cenários, não era expectável que os “dragões” não tivessem capacidade para impor o seu jogo e a sua vontade, na principal partida da 29ª jornada da I Liga Portuguesa. Mas, não tiveram, nem esboçaram essa previsível postura de “mandões”.

Antes, o FC Porto como que aceitou o “bloqueio” contrário”, primeiro sinal evidente de que não iria ter tarefa fácil. Sofrendo um golo logo aos seis minutos, os pupilos de Nuno Espírito Santo não conseguiram livrar-se de uma estratégia bracarense que pressionava alto e tinha o cuidado de não permitir “avenidas” por onde o adversário pudesse canalizar o seu jogo e não tiveram a calma e o talento para criar espaços, colocar a bola no chão, usar os flancos como arma e gerar situações de golo.

A ilusão da maior posse de bola – muito consentida pelo adversário – não trazia benefícios práticos, não obrigava o guarda-redes bracarense, Matheus, a trabalho aturado e, pior do que isso, não resultava em lances de futebol bem urdidos. Pelo contrário, o FC Porto jogava aos “repelões”, ora num ataque mais ou menos planeado ora, também, num futebol directo, meio alívio defensivo, meia tentativa para o aparecimento de alguém na área a fazer o desvio. Um futebol desligado, feito ao sabor do improviso individual. O Braga agradecia…

A grande penalidade falhada pelos bracarenses ao cair do pano da primeira parte, que poderia ter morto o jogo, não funcionou como alento para o FC Porto.

No segundo tempo, surgiu o golo portista por Soares, já com Corona em campo. Mas em termos de qualidade de futebol, foi de mal a pior. O Sporting de Braga continuava a precaver-se contra tudo e todos e o FC Porto a não encontrar modos e meios para levar a água ao seu moinho. A derradeira substituição de Espírito Santo (troca de Brahimi por Octávio) deu para perceber que o FC Porto atirava a toalha ao chão e só pensava no empate.

Nos outros encontros, mais uma chicotada psicológica por força de uma derrota caseira: Quim Machado, até aqui treinador do Belenenses, não resistiu ao desaire da equipa em casa, frente ao Estoril (1-3). Assinale-se a recuperação estorilista.

Em Setúbal, o Sporting tornou fácil o jogo, pela desenvoltura da sua dinâmica atacante. Três golos sem resposta condizem com o que se passou. Tal e qual como na Luz, embora a “porta” só se tivesse escancarado com um autogolo. Com esta vitória, e o empate do FC Porto, o Benfica passou a ter três pontos de vantagem na liderança, antes da visita ao Sporting.

O Tondela venceu o Rio Ave (2-1) e ganhou ânimo, tal como o Arouca que destronou o Feirense (2-0), enquanto que em Chaves registou-se um desaire para os flavienses frente ao Guimarães (2-3).

No Bessa, os “castores” foram buscar um ponto precioso para as suas contas (0-0).

 

* Jornalista profissional especializado em desporto