Gonçalo Guedes bisou em Guimarães
Gonçalo Guedes bisou em Guimarães

Bastava um ponto para o Benfica ficar apurado para a fase seguinte da Taça da Liga, já conhecida pela Taça CTT. Após o triunfo para o campeonato, o regresso à viagem à cidade-berço, não sendo passeio turístico, não era coisa que lançasse pânico nas hostes. E confirmou-se: vitória tranquila, sem necessidade de muito esforço

 

Costa Santos Sr*

 

Para seguir em frente, o Benfica até poderia sair de Guimarães com um empate. Mas não: Rui Vitória não gosta de jogar para o resultado conveniente, joga para ganhar. Por isso, sem grande esforço, diga-se, e também sem grande brilho, acrescente-se, os encarnados atingiram os objectivos e regressaram a Lisboa com os pontos totais e com o “passaporte” visado para a fase final desta Taça CTT.

A vitória por 2-0, construída na primeira parte (golos de Gonçalo Guedes aos 34 e 40 minutos) teve, inclusive, nesses 45 minutos iniciais, os seus pontos mais entusiasmantes – assinale-se que aos 11 minutos Pizzi não conseguiu concretizar uma grande penalidade – sem nunca atingir bitola alta. Inquestionável a superioridade encarnada em todos os capítulos – velocidade, largura de jogo, vantagem sobre as segundas bolas e segurança na circulação de bola – principalmente porque o Vitória de Guimarães foi um conjunto amorfo, lento nos movimentos, sem ideias que permitissem vislumbrar algumas hipóteses em contrariar o estilo e modo do adversário.

Os golos de Gonçalo Guedes, em seis minutos, acabaram com as dúvidas que pudessem existir (se existissem…) e, atrevemo-nos a dizer, também acabaram com o jogo. Isto porque, no segundo tempo, o Benfica limitou-se a gerir o resultado, a controlar o adversário, em suma, em realizar um “treino” ligeiro porque o problema que o levar ao D. Afonso Henriques estava resolvido.

Pedro Martins terá que repensar toda a estratégia da equipa, órfã de Marega – a disputar a CAN – e sem soluções que lhe permitam “esticar” o jogo de molde a chegar à baliza contrária. Começa a ser cansativo o discurso monocórdico e menos verdadeiro de “não fomos felizes”! Não foram nem por alguma vez demonstraram a genica para o ser!

No outro jogo claramente a “feijões” ou, se quiserem, para cumprir calendário, o Paços de Ferreira recebeu o Vizela e os noventa minutos terminaram com uma igualdade (2-2), numa partida que teve como ponto de interesse a reacção pacense à desvantagem cedo consentida e, claro, a emoção dos golos para “aquecer” o frio da noite.

Será bom que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional se apresse a estudar novos moldes para esta competição se, como parece, a quer colocar no calendário não como prova “para entreter”, mas como uma competição que provoque entusiasmo, dê visibilidade às equipas dos restantes escalões muito para além dos 1/32 ou 1/16 avos e, naturalmente, se realize em datas “conquistadas” e não nos “entretantos” de quaisquer “furo” entre os trabalhos da selecção ou as festas religiosas!

O jogo de Paços de Ferreira é um bom exemplo disso: sem interesse classificativo, em noite de frio polar até pareceu disputado “à porta fechada”.

No próximo dia 26 há mais Taça da Liga. O cartaz principal é o Benfica-Moreirense. O outro jogo será entre o Vitória de Setúbal e uma de três equipas: Marítimo, Braga ou Rio Ave.

 

Jesus suspenso por 15 dias

O treinador do Sporting foi suspenso por 15 dias pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa. Jorge Jesus, que foi ainda multado em 3.825 euros, terá de cumprir 15 dias devido à expulsão no jogo com o Vitória de Setúbal para a Taça da Liga. O técnico falha assim os próximos dois jogos da sua equipa em Chaves, para a Liga e Taça de Portugal.

 

* Jornalista profissional especializado em desporto