“Águias” derrotaram o Sporting de Braga no jogo grande da jornada
“Águias” derrotaram o Sporting de Braga no jogo grande da jornada

Não se esperava outra coisa, muito embora, na Luz, se pudessem prever algumas dificuldades ante um Braga que se assume como um “intruso” entre os “grandes. Mas cedinho Seferovic mostrou serviço e Jonas “confirmou”. A reacção bracarense valeu um golo mas voltou a sofrer outro, fixando o resultado final em 3-1. No Dragão, há um Porto diferente, tendo os azuis-e-brancos a derrotarem o Estoril por 4-0

 

Costa Santos Sr*

 

Depois daquele falhanço de Vukcevic, a passe “mortal” de Rui Fonte, aos 7 minutos, o Benfica entendeu o “aviso” e, usando a capacidade técnica dos seus jogadores, tratou de dar rapidez à execução. Aos 15 minutos, dando seguimento a um cruzamento “mais que perfeito” de Jonas, Seferovic, rápido a sair da marcação, inaugurou o marcador para, 15 minutos depois, Jonas elevar a contagem, recebendo um “passe” da defesa bracarense.

Com dois golos de vantagem, o Benfica não abrandou mas perdeu alguma acutilância atacante e alguma eficácia no remate. Reconhece-se que o Braga corrigiu posições, procurou encurtar espaços de marcação, mas houve mais demérito encarnado.

E o golo do Braga, ao cair do pano da primeira parte, (por Hassan) prometia um segundo tempo com alguma emoção. Prometia, porque não aconteceu isso. Mesmo tendo mais bola, o Braga, por limitações próprias, criava situações, mas no último terço do campo perdia a oportunidade de rematar. E aconteceu o que se previa: esticada a manta, os “pés” ficaram de fora e os campeões nacionais, em contra-ataque, “mataram” o jogo, com Sálvio a fazer a festa.

No Dragão, um jogo de sentido único. Nesta “apresentação” a “doer” perante o seu público, o FC Porto não “facilitou”, e desde o primeiro pontapé empurrou o Estoril para o seu meio campo, não lhe deu tempo para ordenar o seu jogo e “massacrou” a área de Moreira, ou com cruzamentos para a cabeça de Aboubakar ou Soares, ou com remates de fora da área tentando surpreender o extremo reduto defensivo “canarinha”.

Porém, por muito massacrar, por muito tentar, numa “sofreguidão” pelo golo, os “dragões” viam os seus remates sair fora do alvo. Óbvio que se esperava, a qualquer momento, o golo “azul”, mas o que não se esperava era que a defesa “canarinha” oferecesse, em bandeja dourada, o golo a Marega – entretanto entrado por lesão de Soares -, sem necessitar de grande esforço e se limitar a encostar para a baliza deserta. Expliquemos: uma reposição de bola em jogo por Moreira com um toque curto para Mano e este, displicente, devolve a Moreira de tal forma “devagarinho” que Marega só precisou de fazer um “pique” de dez metros para rematar e colocar o estádio em delírio.

A vantagem ao intervalo (1-0), não traduzia minimamente o que se passara no relvado. Mas o segundo tempo haveria de rectificar tudo: três golos mais – por Brahimi, Marega e Marcano – e um FC Porto que só tirou o “pé do acelerador” a partir do quarto golo (69’), o que não quer dizer se tivesse “esquecido” de atacar. Nada disso. Até houve um “trabalho” para proporcionar a Aboubakar o golo que vinha procurando, muito embora não o tivesse conseguido.

O Estoril, naturalmente, não mostrou capacidade para fazer mais “oposição”. Tentou, ainda, na parte final, o golo de honra, mas até nisso encontrou pela frente um Casillas atento que, por duas vezes, negou aos estorilistas esse prazer.

Natural a vitória e os números dela. Boas indicações deste FC Porto, físicas e técnicas. Um futebol “prá frente”, sempre com a baliza “nos olhos”, utilizando os flancos (com Brahimi a mostrar-se) ou o espaço interior, em futebol de um só toque.

 

Hoje há um Sporting-Vitória de Setúbal

O Sporting abre, hoje, a segunda jornada da Liga Portuguesa recebendo, em Alvalade, o Vitória de Setúbal (03:30 em Macau). Esta antecipação tem a ver com o jogo do “play-off” da Liga dos Campeões, frente ao Steaua de Bucareste, com o primeiro encontro a ser disputado em Alvalade, na próxima terça-feira, dia 15.

Naturalmente que Jorge Jesus quer fazer o “teste final”, mas não poderá esquecer que o adversário de hoje costuma criar muitos problemas em Alvalade e, agora, tem o desejo acrescido de querer “apagar” a má entrada frente ao Moreirense.

Amanhã, sábado, mais três jogos: Moreirense-Feirense, Belenenses-Marítimo e Boavista-Rio Ave. Será que o factor casa “ajudará” a recuperar pontos? É que destas seis equipas, só Marítimo e Rio Ave venceram. As outras, empates e derrota para os boavisteiros. Domingo, mais outros três jogos: Paços de Ferreira-Aves, Braga-Portimonense e Tondela-FC Porto. À excepção deste último, favoritismo para as equipas visitadas. Em Tondela, com mais ou menos dificuldade, os “dragões” deverão arrecadar os três pontos.

 

*Jornalista profissional especialista em desporto