A árbitra Bibiana Steinhaus, que neste domingo se tornou a primeira mulher a apitar um jogo da primeira divisão do Campeonato Alemão, comemorou a oportunidade e reiterou o desejo de ser avaliada pelo seu desempenho, sem distinção de género

 

“Estou feliz e agradecida. No que se refere ao restante dos companheiros de arbitragem, o facto de eu ser mulher não tem relevância alguma. Todos nós árbitros somos avaliados em função dos mesmos critérios e, logicamente, pelo nosso rendimento em campo”, declarou Bibiana em entrevista ao site da Fifa.

A árbitra, que esteve à frente do empate entre Hertha Berlim e Werder Bremen a uma bola, foi eleita seis vezes a melhor do ano na Alemanha e apitou 80 jogos da segunda divisão desde 2007. Também já havia sido quarta árbitra na divisão de elite.

“Um dado importante é que a totalidade dos quartos árbitros do Mundial -Sub-17 na Índia, no mês que vem, serão mulheres, e a selecção é feita exclusivamente em função do rendimento”, destacou.

A agente policial de Hannover, de 38 anos, revelou ter sofrido alguns percalços na carreira como árbitra, mas ressaltou que considera esses problemas experiências que lhe servem de aprendizado.

“Isso me dá mais margem de actuação como pessoa e como árbitra. Vejo esses percalços como uma sorte e uma alegria”, comentou Bibiana, que deu alguns detalhes de como se prepara para os jogos.

“Tento preparar-me o melhor possível, mas sem criar nenhum tipo de predisposição. Uma preparação exaustiva dá-me a possibilidade de antecipar o que possa vir a acontecer durante a partida. O futebol evoluiu, e tudo está a tornar-se mais rápido. Cabe a nós adaptarmo-nos a essa evolução”, salientou.

“Um árbitro distingue-se pelo acerto das suas decisões e pela sua personalidade em campo. Tomar decisões correctas é importante, aí está a parte fundamental. Por isso, é preciso manter uma boa comunicação e interacção com os delegados dos clubes, os jogadores e com os restantes elementos da equipa de arbitragem”, completou.

 

JTM com agências internacionais