Aboubakar (centro) é uma das apostas do treinador para a nova época
Aboubakar (centro) é uma das apostas do treinador para a nova época

Parecia ser “dinheiro em caixa”, mas os alemães do Borussia Mönchengladbach, que tinham acordado desde Maio com o FC Porto a transferência do médio Cassamá por três milhões de euros, disseram agora que não têm dinheiro

 

Costa Santos Sr*

 

Com os cofres a necessitarem de “abastecimento”, o FC Porto tinha como seguro receber agora metade do valor da transferência do seu jogador Moreto Cassamá, um médio de 19 anos, acordada desde fins de Maio com o Borussia Mönchengladbach, ou seja, milhão e meio de euros. Embora pareça pouco no contexto da capacidade económica das grandes equipas, este valor é importante para um clube que está sob “gestão” da UEFA e necessita de equilibrar as contas o mais depressa possível.

Esta recusa tronou-se ainda mais estranha depois do jogador ter estado nas instalações do clube alemão, acertado todo o seu salário e as direcções concordarem com os valores. Faltava apenas o “preto no branco”, isto é, a assinatura do contrato, algo que o atleta se preparava para fazer mal recebesse “luz verde” para viajar para a Alemanha. Mas, em vez disso, recebeu a notícia que “já não interessavam os seus serviços”, porque a capacidade financeira se tinha esgotado.

Naturalmente que os “dragões” não só não ficaram convencidos de tal situação como reagiram, repudiando a atitude dos alemães e vincando os “naturais prejuízos” causados ao clube e, claro, ao atleta.

Por outro lado, Aboubakar, que esteve emprestado na temporada passada, apresentou-se no Olival e levava na mão uma proposta dos ingleses do Swansea, cujo conteúdo lhe agradava e estava disposto a aceitar. Porém, Sérgio Conceição “vetou” a sua saída e informou os dirigentes que contava com o jogador para o projecto “recuperação do título”.

É natural esta decisão do técnico face às muitas limitações orçamentais do clube, mesmo tendo encaixado já alguns milhões com as vendas de André Silva e Rúben Neves, porque esse montante ainda não atingiu o valor exigido pela UEFA para o equilíbrio das contas e “via verde” para qualquer aquisição. Por isso, o FC Porto é o único clube da Liga portuguesa que ainda não fez qualquer contratação e tem visto a recusa dos jogadores com a folha salarial mais alta (Maxi Pereira é um exemplo disso) em “cortar” algumas dezenas de milhares de euros mensalmente.

 

Luisão fica no Seixal

e Sporting organiza plantel

Afinal o traumatismo sofrido pelo central Luisão, no joelho direito, foi considerado impeditiva para a sua viagem à Suíça, onde o Benfica vai disputar hoje um jogo com o Neuchatel Xamax e, depois de amanhã, nova partida, com o Young Boys.

Os anos “pesam”- Luisão tem 36 anos- e há que gerir a sua condição física de forma a obter a melhor resposta durante a época, dada a importância que o jogador tem no eixo defensivo do Benfica.

Enquanto Luisão recupera no Seixal, em Alvalade vai-se “organizando a casa”, com o clube leonino a analisar propostas por Adrien Silva, Marvin Zeegelaar e Castaignos mas, até à data, não há vendas. Dado o interesse leonino em Acuña (oito milhões a pronto) a SAD leonina espera fazer alguns encaixes financeiros, fundamentalmente através de jogadores sem espaço no plantel de Jorge Jesus, como são os casos de Zeegelaar, Spalvis, Bryan Ruiz, Schelotto e Douglas.

Entretanto, houve troca de números das camisolas. Curiosamente, dos números “disponíveis”, ninguém quis o 7 (de Campbell) e, entre as trocas, Alan Ruiz ficou com o 10 (que era de Bryan Ruiz), Coates envergará o 4, que pertencia a Jefferson, e Podence o 17, anteriormente utilizado por João Mário. Dos restantes, Fábio Coentrão ficou com o número 5, Bruno Fernandes com o 8, Mathieu com o 22, Mattheus Oliveira com o 21, Doumbia com o 88 e Piccini com o 92.

Hoje, os “leões” disputam o segundo jogo do estágio, frente ao Valência, em Martigny.

 

*Jornalista profissional especialista em desporto

 

Que é feito do “herói” de Paris?

Éder, autor do golo que valeu o título europeu à selecção portuguesa, está de saída do Lille e sem clube à vista. Um ano depois de momentos de grande euforia, a glória passou e o futuro encerra uma indefinição preocupante, cujo sinal já tinha sido dado por Fernando Santos, nas convocatória para o jogo de qualificação para o Mundial da Rússia, frente à Letónia, e para a Taça das Confederações. Éder foi idolatrado por tudo quanto é canto, principalmente pelas regiões onde passou. Recebeu a medalha de ouro da cidade de Coimbra, foi manchete em tudo quanto é jornal, mas agora, dada a decisão do novo técnico do Lille em não contar com o jogador para a próxima temporada, Éder tem à sua frente um grande ponto de interrogação: sem clube e sem espaço na selecção.