O triunfo do partido liberal nas eleições holandesas foi encarado como uma vitória da Europa e um importante desaire para o populismo e a xenofobia

 

O Primeiro-Ministro da Holanda, que lidera o partido liberal VVD, vencedor das eleições gerais, celebrou a derrota do “populismo” do candidato da extrema-direita. “Que noite! Pedimos que parasse. Parámos o populismo errado”, afirmou Mark Rutte, expressando o desejo de “voltar a unir a Holanda” e garantindo que o país “continua a ser pró-europeu”, numa referência ao “eurofóbico” Geert Wilders.

O desfecho eleitoral foi aplaudido pela Alemanha, com a Chanceler Angela Merkel a expressar a intenção de manter a “boa cooperação como amigos e vizinhos europeus”. O vice-chanceler alemão e ministro do Exterior, Sigmar Gabriel, disse mesmo que os resultados na Holanda são “uma vitória para a Europa”.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Marc Ayrault, felicitou os holandeses por terem “detido” o avanço da extrema-direita. “Temos vontade de trabalhar por uma Europa mais forte”, acrescentou, via Twitter.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que os resultados holandeses são uma “boa notícia” para a Europa e para Portugal, enquanto o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou o desfecho como “muito encorajador”, destacando que foi “clamorosamente derrotada” a força que propunha “romper com a União Europeia e o seu modelo democrático e social”.

Quando estavam contados 95% dos votos, os liberais do VVD tinham conseguido 33 assentos, seguidos do Partido da Liberdade (PVV) de Wilders, com 20, mais cinco do que nas últimas eleições. Será, assim, o maior partido da oposição se, como se prevê, não entrar no executivo de Rutte. A maioria das forças políticas manifestou durante a campanha que não pretendia aliar-se a Wilders, sendo que Rutte garantiu mesmo que tal probabilidade “não é era de 0,1, mas sim de zero”.

Rutte poderá procurar coligar-se com os democratas cristãos do CDA ou os liberais progressistas do D66, que ficaram empatados em terceiro, com 19 deputados cada, uma subida de seis e sete assentos, respectivamente. Os sociais-democratas do PvdA, que integravam a coligação governamental, sofreram uma derrota histórica e passam de 38 para nove deputados.

 

JTM com agências internacionais