A população activa em Portugal tem vindo a registar uma quebra nos últimos anos, passando de 5 milhões e 534 mil pessoas, em 2008, para 5.178, em 2016, segundo o último relatório publicado pelo “Pordata”

 

Pedro André Santos

 

Portugal contava em 2016, com uma população residente de 10 milhões, 325 mil e 452 habitantes, dos quais apenas 5.178 representavam o índice de população activa, isto é, pessoas empregadas ou que, apesar de desempregados, estão activamente à procura de emprego. Desta forma, apenas crianças, estudantes, reformados, domésticos, incapacitados e todos aqueles que simplesmente não querem trabalhar são considerados como não integrantes da população activa.

Os dados foram revelados pelo “Pordata”, que fornece informação estatística sobre a sociedade. Segundo os dados do organismo, a que tivemos acesso, a população activa registou uma quebra de 356 mil pessoas desde 2008, ano que representou o índice mais elevado de pessoas activas.

Em relação ao número de emigrantes permanentes, isto é, pessoas que saíram do país para viver no estrangeiro por mais de um ano no mesmo período comparativo, em 2008 houve 20.357 pessoas neste sector, que “disparou” em mais de 17 mil para os valores de 2016 (38.273 emigrantes). Por sua vez, os imigrantes eram 29.718 em 2008, números que se mantiveram mais estáveis ao longo dos últimos oito anos (29.925 em 2016).

Estes valores contribuem também para a diminuição do número de habitantes em Portugal ao longo dos últimos anos, especialmente a partir de 2010. Na ocasião, o país contava com 10,573.100 milhões de habitantes, menos 247 mil e 648 comparativamente a 2016.

Sobre os valores de rendimento médio disponível das famílias, que representam o que cada agregado familiar tinha para gastar anualmente, os valores mais elevados foram registados em 2008 e 2010, com 31.903 e 32.187 euros, respectivamente, caindo desde então para 27.963 euros, em 2016.

O relatório dá ainda conta que o índice global de bem-estar tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos, registando um valor de 132 em 2016. Comparativamente a 2008, por exemplo, o valor era de 105, aumentando progressivamente ao longo dos últimos oito anos (excepção apenas entre 2011 e 2012, que desceu de 109 para 108, continuando a subir desde então).

Apesar de ter crescido ligeiramente entre 2015 e 2016 (0,3%), a taxa de abandono escolar para jovens entre os 18 e os 24 anos tem diminuído de forma favorável ao longo dos últimos anos, passando de 34,9%, em 2008, para 14%, em 2016. Por sua vez, houve uma descida de 173.787 alunos que frequentam o ensino básico entre 2008 (1,187.184) e 2016 (1,013.397).

Criada em 2009, a “Pordata” é organizada e desenvolvida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, tendo como funções recolher, organizar e sistematizar dados sobre múltiplas áreas da sociedade. As informações publicadas pelo organismo datam desde a década de 60, contando com a colaboração de mais de 55 entidades oficiais de informação, como o Instituto Nacional de Estatística e o Eurostat.