O Governo chinês quer proteger as crianças das influências do estrangeiro e elegeu como novo inimigo os livros infantis que chegam do exterior, que segundo um grupo de livreiros, vai começar a ser limitado. As autoridades de Pequim estão a preparar uma ordem pela qual será reduzido “drasticamente o número de contos infantis estrangeiros publicados no país”, segundo disseram várias fontes do sector editorial ao “South China Morning Post”. Trata-se de uma campanha para reduzir a influência de ideias estrangeiras e melhorar o controlo ideológico das crianças, apesar de estes textos terem pouca ou nenhuma implicação política, referem. A administração estatal deverá impor um sistema de quotas, como já existe, por exemplo, no mundo cinematográfico, que limita o número de contos estrangeiros que se publicam a cada ano na China. Esta medida, que até ao momento só foi transmitida aos livreiros de forma oral, instará as editoras a publicar mais contos escritos e ilustrados por autores chineses. Desta forma, um dos editores entrevistados pelo jornal assegura que os livros da Coreia do Sul e do Japão vão ter “poucas possibilidades” de serem publicados na China e que a permissão para livros de outros países será “muito limitada”.