A empresa de Ivanka Trump obteve autorização das autoridades chinesas para registar três marcas na China, durante a visita de Xi Jinping aos EUA, noticiou a CNN, levando Pequim a acusar alguns media de “exagerarem as coisas”

 

Ivanka Trump foi autorizada a registar a sua linha de malas, jóias e um serviço de SPA na China, no mesmo dia em que se sentou junto a Xi Jinping e à sua esposa num jantar no “resort” de Donald Trump na Florida, avançou a cadeia de televisão CNN. A empresa da filha mais velha do Presidente norte-americano, que desde há algumas semanas trabalha como assistente do pai, tem já 16 marcas registadas no país asiático.

A advogada de Ivanka, Jamie Gorelick, argumentou que a filha do Presidente americano “não participou nas solicitações de registo da marca apresentadas pela sua empresa” ao Governo chinês, desde que renunciou à direcção da companhia.

Gorelick defendeu ainda que as normas étnicas não obrigam a sua cliente a abdicar das responsabilidades na Casa Branca, em questões de política externa, só porque a sua empresa solicitou o registo num determinado país.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês qualificou ontem de “coscuvilhice” as informações de que Ivanka obteve autorização para registar novas marcas na China. “Alguns órgãos de comunicação estão interessados em coscuvilhice e em tentar exagerar as coisas”, disse em conferência de imprensa o porta-voz do Ministério Lu Kang.

A China “protege os interesses dos donos das marcas de forma igual”, acrescentou o porta-voz, lembrando que “este processo é desenvolvido de acordo com a lei e não deveria dar-se excessiva importância ao assunto”.

Nos últimos meses, Ivanka converteu-se numa figura muito popular na China, após ter gravado a sua filha Arabella a cantar uma canção em chinês ou assistido às celebrações do Ano Novo chinês na embaixada da China em Washington.

 

JTM com Lusa