O Presidente dos EUA poderá ser ouvido pelo procurador especial Robert Mueller no âmbito da investigação sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016

 

A Casa Branca escusou-se a comentar a possibilidade de Donald Trump ser interrogado pelo procurador especial Robert Mueller no contexto das investigações sobre um eventual conluio entre a equipa de campanha do republicano nas eleições de 2016 e a Rússia. “A Casa Branca não faz nenhum comentário” sobre os seus contactos com a equipa do procurador especial “por respeito” a Mueller, disse Ty Cobb, advogado da presidência americana.

Segundo avançou o jornal “The Washington Post”, a equipa do procurador especial poderá interrogar o Presidente dos EUA “nas próximas semanas”, e as condições do encontro – onde, quando, como – estão a ser objecto de intensas discussões entre as duas partes. Mueller levantou a questão de uma inquirição a Trump durante uma reunião no final de Dezembro com os advogados do presidente, John Dowd e Jay Sekulow, acrescentou o “Post”.

O depoimento deverá envolver um número limitado de perguntas, referiu o jornal, citando uma pessoa próxima do Presidente. Em aberto está também a possibilidade de Trump responder por escrito às questões dos investigadores.

Mueller, que dirigiu o FBI entre 2001 e 2013, denunciou recentemente várias figuras próximas do Presidente, incluindo Michael Flynn, ex-assessor em segurança nacional de Trump. Flynn já confessou ter mentido ao FBI e aceitou cooperar com a justiça.

As agências de inteligência dos EUA já concluíram que a Rússia interferiu na eleição norte-americana para tentar ajudar Trump a vencer. No entanto, Moscovo nega qualquer intromissão e Trump garante que não houve conluio, queixando-se de ser vítima de uma “caça às bruxas”.

 

Exame médico sem análise psiquiátrica

Numa altura em que muitos duvidam da saúde mental do líder máximo dos EUA, a Casa Branca esclareceu entretanto que o exame médico a que Donald Trump se submeterá na sexta-feira não envolverá uma revisão psiquiátrica. Trump “está reluzente como um raio”, assegurou Hogan Gidley, porta-voz do Executivo a bordo do “Air Force One”.

Aos 71 anos, o presidente será examinado no hospital militar Walter Reed, na periferia de Washington, e os resultados serão divulgados publicamente, assinalou a Casa Branca.

Na quinta-feira passada, a rede de televisão CNN revelou que em Dezembro um grupo de legisladores americanos consultou uma professora de psiquiatria da Universidade de Yale sobre a saúde mental de Trump. “Os legisladores disseram que estavam preocupados sobre o risco que representava a sua instabilidade mental para o país”, disse a professora Brady Lee, editora do livro “O Perigoso Caso de Donald Trump”, com ensaios de psiquiatras que analisam o estado psicológico do presidente dos EUA.

 

JTM com agências internacionais