O governador da Flórida, Rick Scott, classificou como “horrível” o dano ocasionado pelo furacão “Irma” no arquipélago de Flórida Keys após realizar um voo de reconhecimento por essas ilhas do extremo sul dos Estados Unidos, onde o Irma chegou a terra

 

“O meu coração está com as pessoas de Flórida Keys”, assegurou Scott numa conferência de imprensa no condado de Miami-Dade, salientando que este arquipélago enfrenta “um longo caminho para a recuperação” perante a quantidade de estragos provocados por “Irma” na madrugada de domingo.

Scott detalhou que, ao contrário de outras áreas do Estado que também foram afectadas, no arquipélago parece estar tudo de pernas para o ar: tectos, árvores, fios eléctricos e embarcações; estas ilhas enfrentam ainda a inexistência do fornecimento normal dos serviços básicos de energia, água e rede de esgoto.

Por outro lado, segundo Scott, os danos ao longo da costa oeste da Flórida, por onde “Irma” seguiu seu caminho de destruição durante o domingo, não foram tão graves “como se tinha pensado”.

Scott sobrevoou o arquipélago de Flórida Keys para avaliar em primeira mão os estragos provocados por “Irma”, que após entrar no estado da Geórgia enfraqueceu embora o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA preveja que só terça-feira à noite (manhã de hoje  em Macau) a tempestade baixe para depressão tropical.

O “Irma” tocou terra duas vezes no domingo passado. A primeira, no arquipélago Flórida Keys como furacão de categoria 4. Na segunda vez, impactou sobre Marco Island, na costa sudoeste do Estado como furação 3.

Segundo os últimos dados mais de 6,5 milhões de casas e estabelecimentos encontram-se ainda sem energia, número que equivale a 65% do total do estado.

Entre os condados mais afetados estão o de Durval, onde está Jacksonville, cidade afetada por inundações sem precedentes, e St. Johns, no nordeste do estado, também alagada após fortes chuvas.

No condado de Miami-Dade, o mais povoado do estado, mais de 1,1 milhão de pessoas, 74% dos clientes, estão sem luz. Os trabalhadores das companhias de energia estão numa corrida contra-relógio para reparar os estragos.

Durante a noite continua a existir recolher obrigatório e há notícias de roubos e saques, com dezenas de detenções.

 

JTM com agências internacionais