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A Íris FM tem vindo a transmitir música chinesa e programas produzidos em Macau, graças a um protocolo estabelecido com a Rádio Internacional da China. A emissora de Benavente é controlada por um cidadão chinês que reside há mais de duas décadas em Portugal

 

Tendo como sócio maioritário um cidadão chinês há muito residente em Portugal, a Íris FM concilia uma programação tipicamente regional com a transmissão de música do agrado da forte comunidade chinesa residente no eixo Samora Correia/Porto Alto, Benavente.

Liang Zhang, gerente da emissora, a residir em Portugal “há mais de 22 anos, adquiriu as quotas a alguns accionistas” em Dezembro de 2012, sendo actualmente maioritário, explicou à agência Lusa o director da Íris FM.

Luís Bernardo disse que as emissões da Íris FM, rádio local nascida em 1985 que emite na frequência 91.4, incluem alguns programas produzidos em Macau, graças a um protocolo estabelecido com a Rádio Internacional da China, “exclusivamente em língua portuguesa”.

Essas emissões, de três a seis horas diárias, acontecem sobretudo no período entre as 19:00 e as 22:00 e incluem entrevistas a portugueses que residem em Macau, seguindo uma ‘playlist’ que integra também música chinesa, afirmou.

Luís Bernardo sublinhou que a Íris FM tem nos seus quadros três jornalistas efectivos, um deles em Santarém e outro em Lisboa, e três que não são do quadro, assegurando informação de hora a hora entre as 07:00 e as 20:00 e um programa diário de informação regional ao final da tarde, no ar “há mais de 25 anos”.

O director da Íris FM salientou que, implantada na zona que contém “o maior número de ganadarias do país”, a rádio não poderia deixar de dedicar um programa à tauromaquia, que conta com “o maior especialista” desta temática, Mário Sobral. Por outro lado, desde há 20 anos que, aos domingos, a rádio emite um programa sobre folclore, responsável pela organização, de dois em dois anos, da Festa da Amizade do Povo a Cantar, que terá este mês mais uma edição com a presença de 3.500 participantes.

Associada número um da Associação Portuguesa de Radiodifusão, a Íris FM esteve na origem da ARCAS, Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora, tendo sido constituída uma cooperativa aquando da abertura do concurso para obtenção de alvará.

Transformada em sociedade por quotas em 1991, a entrada de novos capitais em 2012 permitiu maior sustentabilidade, mas, sublinha Luís Bernardo, a rádio “não foge à regra” do período económico-financeiro que o país vive, tendo “dificuldades financeiras como as outras”.

Contudo, o diretor da Íris FM reconhece que os protocolos estabelecidos com a entrada do novo sócio e a “localização privilegiada”, muito próxima de Lisboa e numa zona de expansão, com uma presença comercial muito superior à de outras zonas, trazem “provavelmente um pouco menos de dificuldades”.

 

JTM/Lusa