Condenando o “comportamento altamente desestabilizador” de Pyongyang, o Conselho de Segurança da ONU exigiu o fim dos testes com mísseis e ameaçou impor novas sanções contra a Coreia do Norte

 

O Conselho de Segurança da ONU condenou o último lançamento de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte e reiterou a sua disposição de decretar novas sanções contra Pyongyang.

Numa declaração unânime apoiada pela China, tradicional aliada do regime norte-coreano, o Conselho instou a Coreia do Norte a mostrar “um compromisso imediato e sincero com a desnuclearização através de acções concretas” para “reduzir as tensões”. “Para esse fim, o Conselho de Segurança exigiu que a República Popular Democrática da Coreia não realize mais testes nucleares e de mísseis balísticos”, refere a declaração.

Os 15 membros do órgão denunciaram o comportamento “altamente desestabilizador” da Coreia do Norte, advertindo que os testes militares constituem um “desafio” às Nações Unidas.

A Coreia do Norte está proibida pelo Conselho de Segurança de realizar esse tipo de actividade e é alvo de duras sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e de mísseis. Neste sentido, os países do Conselho comprometeram-se a implementar na totalidade essas sanções e a estimular os demais Estados a fazer o mesmo.

Segundo a agência EFE, Estados Unidos e China estão a negociar uma possível ampliação dessas medidas, em resposta a movimentos anteriores por parte do regime norte-coreano.

A Coreia do Norte disse que o último míssil lançado é um novo projéctil aperfeiçoado de categoria média, o que foi certificado por especialistas e coloca Pyongyang mais perto de conseguir uma arma intercontinental capaz de alcançar os EUA. Através da sua agência de notícias, a KCNA, o regime de Kim Jong-un informou se trata de um míssil de “médio longo alcance” baptizado como Hwasong 12 que é capaz de levar uma ogiva nuclear “de grande tamanho”.

Lançado do centro do país no domingo, o projéctil percorreu 787 quilómetros antes de cair no Mar de Japão, a 500 quilómetros de território russo, e após “voar a uma altura máxima de 2.111,5 quilómetros”, segundo a KCNA.

Entretanto, a imprensa de Seul adiantou ontem que o novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, visitará os EUA no final do mês, sendo que o programa nuclear norte-coreano marcará o encontro com Donald Trump. Na sua tomada de posse, Moon também disse estar disposto a visitar Pyongyang se forem criadas condições  aceitáveis para isso.

 

JTM com agências internacionais