O comércio entre China e Coreia do Norte cresceu 10,5% no primeiro semestre, informaram as autoridades chinesas, numa altura em que os EUA pressionam Pequim sobre as sanções internacionais contra Pyongyang

 

As exportações da China para a vizinha Coreia do Norte cresceram 29,1%, enquanto que as importações caíram 13,2%, referiu o porta-voz da Administração de Alfândegas, Huang Songping. O volume do comércio, de uma forma geral, aumentou 10,5% no primeiro semestre do ano, disse o responsável.

Segundo Huang Songping, Pequim tem vindo a cumprir com o plano de sanções da ONU contra Pyongyang devido ao seu programa nuclear. “Uma acumulação de dados não pode ser utilizado como prova para questionar a severa conduta da China na hora de cumprir com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, explicou o porta-voz à imprensa.

A tensão regional tem registado um agravamento desde que a Coreia do Norte testou um míssil balístico intercontinental. A China é o principal aliado da Coreia do Norte e Washington está cada vez mais frustrado com o que parece ser a impossibilidade de Pequim de garantir a imposição de sanções a Pyongyang.

No encontro entre o Presidente americano, Donald Trump, com seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante a cimeira do G20 em Hamburgo, o líder americano disse que “é preciso fazer algo” para deter os norte-coreanos. “As sanções do Conselho de Segurança não são uma proibição total” para as importações e exportações, argumentou Huang, acrescentando que o comércio relacionado ao sustento da população está isento.

 

China aumentou exportações

e importações em Junho

No contexto geral, as exportações e importações da China aceleraram, em Junho, pelo segundo mês consecutivo, num sinal positivo para a economia do país e a procura global. Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações subiram no mês passado 11,3%, enquanto as importações cresceram 17,2%.

O aumento das exportações poderá impulsionar o crescimento da economia chinesa, que deve desacelerar este ano, numa altura em que Pequim reforça o controlo sobre os empréstimos bancários, visando reduzir os riscos do aumento do endividamento.

“Os dados optimistas divulgados revelam que a procura global por bens chineses continua a ser forte, e que a procura interna é bastante resiliente”, apontou Julian Evans-Pritchard, da consultora Capital Economics, num relatório.

O aumento das exportações é um sinal positivo para a liderança chinesa, que está focada em assegurar postos de trabalho, enquanto enceta uma transição no modelo económico do país, visando tornar preponderante o consumo interno.

 

JTM com agências internacionais