Shinzo Abe tem Yuriko Koike como principal rival
Shinzo Abe tem Yuriko Koike como principal rival

Começou a campanha para as eleições antecipadas de 22 de Outubro no Japão, nas quais o actual Primeiro-Ministro Shinzo Abe espera renovar o seu mandato, apesar de mudanças no panorama dos partidos políticos

 

Cerca de 1.100 candidatos disputam os 475 assentos que compõem a Câmara dos Representantes do parlamento (Dieta) japonês e que Abe dissolveu em finais de Setembro, alegando a necessidade de um novo mandato para fazer frente à Coreia do Norte e dar continuidade às políticas económicas.

Nestas eleições, o conservador Partido Liberal Democrata (PLD), de Shinzo Abe, no poder nos últimos cinco anos com uma ampla maioria, enfrenta uma oposição recentemente reorganizada, em que se destaca a nova formação da governadora de Tóquio, Yuriko Koike. O Partido da Esperança agrupa grande parte dos membros do recém-extinto Partido Democrata (PD), até agora a principal força da oposição.

A maioria dos observadores considerou que a decisão de Abe de convocar eleições mais de um ano antes do final da actual legislatura procurava precisamente tirar vantagem de um momento de debilidade da oposição e dar-lhe o menor tempo possível para organizar uma alternativa de Governo.

Horas depois de anunciada a convocatória das eleições antecipadas, as sondagens indicavam que será difícil arrebatar o poder a Abe, apesar da enorme popularidade da governadora de Tóquio e do impacto causado pelo surpreendente lançamento do seu novo partido.

As mais recentes sondagens dão o conservador PLD como o favorito, com quase um terço das intenções de voto (32%), o que lhe permitirá manter a maioria, não obstante implicar a perda de assentos. O Primeiro-Ministro, que se apresenta como um candidato veterano e experiente num momento de instabilidade na oposição, garantiu que se o PLD e o actual parceiro de governo, o budista Novo Komeito, não conquistarem, em conjunto, a maioria simples de 233 assentos, demitir-se-á, assumindo a responsabilidade de resultados piores do que o esperado.

O Partido da Esperança conta com 13% dos apoios, segundo as mesmas sondagens, e espera converter-se na segunda força política do Japão, depois de, após muita especulação, Yuriko Koike ter decidido não encabeçar a lista de candidatos e continuar como governadora de Tóquio.

 

JTM com Lusa